Personagens

Lição 6 – Samuel Ouve a Voz do Papai do Céu

Preste bem atenção às batidas e à doce voz do nosso grande Amigo! Ensine os pequenos a prepararem seus ouvidos sensíveis para escutarem, confiarem e brincarem de responder com alegria ao Senhor Jesus.

10 de maio de 2026Equipe A Seara· 5 min leitura
Lição 6 – Samuel Ouve a Voz do Papai do Céu
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Introdução

Shhh... prestem muita atenção com a orelhinha! Estão ouvindo os passarinhos? Piu, Piu. Ou o som do ventinho nas folhinhas? Nosso coração bate como de um cordeirinho feliz! Hoje nós vamos conhecer um garotinho incrível chamado Samuel. Ele morava numa Casa muito linda que cuidava das coisinhas boas de Jesus, e ele adorava ajudar.

Preparem para deitar confortavelmente, fechar o olhinho de mentira e viajar num céu azul meia-noite recheado de estrelinhas cintilantes para descobrirmos que Deus fala! E fala do jeito mais doce possível!

📖 TEXTO BÍBLICO BASE: 1 Samuel 3.1-10


I. Shhh, É Hora de Dormir!

Samuel tinha uma caminha quentinha e aconchegante! Lá na casa do Sacerdote Eli, a noite estava escura: o luar enfeitava o lado de fora, a lamparina soltava uma luzinha amarela parecendo pirilampo, e Samuel deitou o corpinho. Puxou a pelúcia... fechou o olho... o soninho chegou. Zzzzz, respirando macio...

Mas de repente... a caminha ficou diferente! E, silêncio absoluto... A voz do Senhor apareceu macia. Era uma voz de anjo, de carrilhão leve do vento suave, tão gostosa que não metia nenhum pingo de medo! "Samuel! Samuel!", a Voz chamou. Samuel era apenas um menininho; ele esfregou os olhos e abriu um sorriso curioso de lado! Vocês saberiam que Jesus estava falando com ele?

II. Fala Papai do Céu!

Samuel não sabia quem estava chamando. Foi correndo até o Vovô Eli: "O vovô chamou?". Eli respondeu: "Não chamei, volte para dormir coisinha linda". Samuel voltou para cama e fechou os olhos. De novo veio o chamado: "Samuel... Samuel..." ele tentou mais uma vez! E não foi o Elizinho também não!

Naquela terceira vez super legal, Eli percebeu que era quem criara os céus e quem mandava as chuvas fresquinhas. Era o próprio Deus chamando aquele bebezão que estava ali de pijama! O que o pequeno rapaz fez então? Pura obediência! Ah, Jesus disse o nome dele! Então o pequeno ajoelhou-se fofamente e levantou as mãos encostando-a como uma minúscula conchinha pertinho das orelhas! "Fala, Papai do Céu! Eu estou ouvindo, pode falar!". Deus enche a caminha de amor iluminando tudo por onde Seus pezinhos pisam!


Conclusão

Sabe quem gosta de chamar os menininhos pelo nome e acamar seus soninhos todos os dias? Jesus, o Papai do Céu bondoso! Quando Ele chama, nós não precisamos ficar tímidos; basta apenas fazermos ouvidos bem grandões e comemorarmos porque ninguém no mundo nos quer tanto bem na amizade. Ele vela a sua criança todas as noites!


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💡 Mesa do Professor: Ensinando de Coração

Toda percepção se dará usando do contraste auditivo nesta aula. A "psicoacústica" ajuda no vínculo.

  • Vibração Tátil: Não abrace os bebês com "fala em excesso" ou sons ensurdecedores. A Voz de Deus para eles é murchinha, parecendo "carícia doce". Utilize caixas de sons limpos (apito de água, ou papel celofane balançado rente aos ovidos). O bebê percebe a ação por meio do som das coisas balançando. A voz da professora em "Parentese", isto é, prolongando vogais com muita ternura "Oulaaaaa, beeeh-beeeehs!", acalma seu cérebro.
  • Garrafinhas Noturnas: A garrafa sensorial "Noite Estrelada" de Samuel vai lhes trazer o céu escuro brilhante: garrafa PET cheia de água, corante levemente arroxeado, óleo transparente de bebê e muitas minúsculas estrelinhas douradas para acalmá-los e hipnotizar seletas brincadeiras visuais quando você apagar de levezinho a lâmpada maior da salinha por curtinho tempo! :::

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🗣️ Desafio da Semana

Papai e mamãe, crie a dinâmica do "Esconde e Acha a Voz" sem estressar, apenas na base da fofura! Escondam-se atrás do encosto da cama ou do travesseiro de ursinho do bebê deitadinho, abaixem um pouquinho a voz e chamem suavemente: "Bebê [Nome]... Bebê [Nome]...". Rapidamente antes de o filho(a) demonstrar aflição de cadê vocês, surja e fale: "O Papai chamou! Jesus também ama ver o rosto que escutou!". Ajuda na fixação do chamado ao próprio nome de batismo do bebê e conecta à narrativa! :::


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📖 No Dicionário

Samuel
Ouvido por Deus. As circunstâncias peculiares ligadas ao seu nascimento estão registradas em 1 Sm 1:20. Ana, uma das duas esposas de Elcana, que subia a Siló para adorar perante o Senhor, orou fervorosamente a Deus para que pudesse tornar-se a mãe de um filho. Sua oração foi graciosamente atendida; e, após a criança ser desmamada, ela a levou a Siló e a consagrou ao Senhor como um nazireu perpétuo (1:23-2:11). Ali, suas necessidades físicas e educação foram assistidas pelas mulheres que serviam no tabernáculo, enquanto Eli cuidava de sua instrução religiosa. Assim, provavelmente, doze anos de sua vida se passaram. "O menino Samuel crescia, e era agradável tanto ao Senhor quanto aos homens" (2:26; comp. Lc 2:52). Era um tempo de grande e crescente degenerescência em Israel (Jz 21:19-21; 1 Sm 2:12-17, 22). Os filisteus, que ultimamente haviam aumentado grandemente em número e em poder, eram praticamente os senhores do país, e mantinham o povo em sujeição (1 Sm 10:5; 13:3). Nesse momento, novas comunicações de Deus começaram a ser feitas à criança piedosa. Uma voz misteriosa veio a ele durante a noite, chamando-o pelo nome e, instruído por Eli, ele respondeu: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve". A mensagem que veio do Senhor era de ai e ruína para Eli e seus filhos profligados. Samuel contou tudo a Eli, cuja única resposta às terríveis denúncias (1 Sam. 3:11-18) foi: "É o Senhor; faça ele o que bem parecer aos seus olhos", a submissão passiva de um caráter fraco, não, no seu caso, a expressão da mais alta confiança e fé. O Senhor revelou-se agora de diversas maneiras a Samuel, e sua fama e influência cresceram por toda a terra, como a de alguém divinamente chamado ao ofício profético. Um novo período na história do reino de Deus agora se iniciava. O jugo filisteu era pesado, e o povo, gemendo sob a opressão generalizada, subitamente levantou-se em revolta e "saiu para guerrear contra os filisteus". Uma batalha feroz e desastrosa foi travada em Afec, perto de Ebenézer (1 Sam. 4:1, 2). Os israelitas foram derrotados, deixando 4.000 mortos "no campo". Os chefes do povo pensaram em reparar esse grande desastre levando consigo a arca da aliança como símbolo da presença de Jeová. Consequentemente, sem consultar Samuel, buscaram-na em Siló para o acampamento perto de Afec. Ao verem a arca entre eles, o povo "gritou com um grande brado, de modo que a terra tremeu". Uma segunda batalha foi travada e, novamente, os filisteus derrotaram os israelitas, assaltaram seu acampamento, mataram 30.000 homens e tomaram a arca sagrada. As notícias desta batalha fatal foram rapidamente levadas a Siló; e, assim que o idoso Eli ouviu que a arca de Deus fora tomada, caiu para trás de sua cadeira à entrada do santuário, e seu pescoço quebrou-se, e ele morreu. O tabernáculo com seus utensílios foi provavelmente, por conselho de Samuel, agora com cerca de vinte anos de idade, removido de Siló para algum lugar seguro e, finalmente, para Nob, onde permaneceu por muitos anos (21:1). Os filisteus aproveitaram a sua vantagem e marcharam sobre Siló, a qual saquearam e destruíram (comp. Jr 7:12; Sl 78:59). Esta foi uma grande época na história de Israel. Durante vinte anos após esta batalha fatal em Afec, toda a terra permaneceu sob a opressão dos filisteus. Durante todos esses anos sombrios, Samuel foi um poder espiritual na terra. De Ramá, sua terra natal, onde residia, sua influência expandiu-se por todos os lados entre o povo. Com zelo incansável, ele percorria lugar por lugar, repreendendo, censurando e exortando o povo, esforçando-se para despertar neles a consciência de sua pecaminosidade e conduzi-los ao arrependimento. Seus labores foram tão bem-sucedidos que "toda a casa de Israel lamentou perante o Senhor". Samuel convocou o povo a Mizpá, uma das colinas mais elevadas da Palestina Central, onde jejuaram e oraram, e ali se prepararam, sob a sua direção, para uma grande guerra contra os filisteus, que agora marchavam com toda a sua força em direção a Mizpá, a fim de esmagar os israelitas de uma vez por todas. Pela intercessão de Samuel, Deus interveio em favor de Israel. O próprio Samuel foi o seu líder, a única ocasião em que atuou como líder em guerra. Os filisteus foram completamente derrotados. Fugiram aterrorizados diante do exército de Israel, e seguiu-se um grande massacre. Esta batalha, travada provavelmente por volta de 1095 a.C., pôs fim aos quarenta anos de opressão filisteia. Em memória desta grande libertação, e como sinal de gratidão pela ajuda concedida, Samuel ergueu uma grande pedra no campo de batalha e chamou-a de "Ebenézer", dizendo: "Até aqui nos ajudou o Senhor" (1 Sm 7:1-12). Este foi o local onde, vinte anos antes, os israelitas haviam sofrido uma grande derrota, quando a arca de Deus foi tomada. Esta vitória sobre os filisteus foi seguida por um longo período de paz para Israel (1 Sam. 7:13, 14), durante o qual Samuel exerceu as funções de juiz, percorrendo "ano após ano em circuito" de sua casa em Ramá a Betel, dali a Gilgal (não aquela no vale do Jordão, mas a que ficava a oeste de Ebal e Gerizim), e retornando por Mizpá para Ramá. Ele estabeleceu serviços regulares em Siló, onde construiu um altar; e em Ramá reuniu ao seu redor um grupo de jovens e estabeleceu uma escola de profetas. As escolas de profetas, assim originadas, e posteriormente estabelecidas também em Gibeá, Betel, Gilgal e Jericó, exerceram uma influência importante no caráter nacional e na história do povo ao manterem a religião pura em meio a uma corrupção crescente. Elas perduraram até o fim da comunidade judaica. Muitos anos se passaram, durante os quais Samuel exerceu as funções de seu cargo judicial, sendo o amigo e conselheiro do povo em todos os assuntos de interesse privado e público. Ele foi um grande estadista, bem como um reformador, e todos o consideravam com veneração como o "vidente", o profeta do Senhor. Ao final deste período, quando já era um homem idoso, os anciãos de Israel vieram a ele em Ramá (1 Sam. 8:4, 5, 19-22); e sentindo quão grande era o perigo ao qual a nação estava exposta devido à má conduta dos filhos de Samuel, a quem ele havia investido de funções judiciais como seus assistentes, e colocado em Berseba, na fronteira filisteia, e também devido a uma ameaça de invasão dos amonitas, eles exigiram que um rei fosse estabelecido sobre eles. Este pedido foi muito desagradável para Samuel. Ele protestou contra eles e os alertou sobre as consequências de tal medida. Finalmente, porém, submetendo a questão a Deus, ele anuiu aos seus desejos e ungiu Saul (q.v.) para ser o rei deles (11:15). Antes de se retirar da vida pública, ele convocou uma assembleia do povo em Gilgal (cap. 12) e ali dirigiu-se solenemente a eles com referência à sua própria relação com eles como juiz e profeta. Passou o restante de sua vida recolhido em Ramá, aparecendo publicamente apenas ocasionalmente e em circunstâncias especiais (1 Sam. 13, 15) com comunicações de Deus ao rei Saul. Enquanto lamentava os muitos males que agora recaíam sobre a nação, ele é subitamente convocado (cap. 16) a ir a Belém e ungir Davi, filho de Jessé, como rei sobre Israel em lugar de Saul. Depois disso, pouco se sabe sobre ele até o momento de sua morte, que ocorreu em Ramá, quando ele tinha provavelmente cerca de oitenta anos de idade. "E todo o Israel se reuniu, e lamentou por ele, e o sepultou em sua casa, em Ramá" (25:1), não na casa em si, mas no pátio ou jardim de sua casa. (Comp. 2 Reis 21:18; 2 Crôn. 33:20; 1 Reis 2:34; João 19:41.) A devoção de Samuel a Deus, e o favor especial com que Deus o considerava, são mencionados em Jer. 15:1 e Sl. 99:6....
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Jesus
(1.) Josué, filho de Num (Atos 7:45; Heb. 4:8; R.V., "Josué"). (2.) Um cristão judeu apelidado de Justo (Col. 4:11). Jesus, o nome próprio, assim como Cristo é o nome oficial de nosso Senhor. Para distingui-lo de outros assim chamados, ele é referido como "Jesus de Nazaré" (João 18:7) e "Jesus, o filho de José" (João 6:42). Esta é a forma grega do nome hebraico Josué, que era originalmente Oséias (Núm. 13:8, 16), mas foi alterado por Moisés para Jeosué (Núm. 13:16; 1 Crôn. 7:27), ou Josué. Após o Exílio, assumiu a forma Jeshua, de onde provém a forma grega Jesus. Foi dado ao nosso Senhor para denotar o objetivo de sua missão: salvar (Mat. 1:21). A vida de Jesus na terra pode ser dividida em dois grandes períodos: (1) o de sua vida privada, até que tivesse cerca de trinta anos de idade; e (2) o de sua vida pública, que durou cerca de três anos. Na "plenitude dos tempos", ele nasceu em Belém, no reinado do imperador Augusto, de Maria, que estava desposada com José, um carpinteiro (Mt 1:1; Lc 3:23; comp. Jo 7:42). Seu nascimento foi anunciado aos pastores (Lc 2:8-20). Magos do oriente vieram a Belém para ver aquele que nascera "Rei dos Judeus", trazendo consigo presentes (Mt 2:1-12). O cruel ciúme de Herodes levou à fuga de José para o Egito com Maria e o menino Jesus, onde permaneceram até a morte deste rei (Mt 2:13-23), quando retornaram e se estabeleceram em Nazaré, na Baixa Galileia (2:23; comp. Lc 4:16; Jo 1:46, etc.). Aos doze anos de idade, ele subiu a Jerusalém para a Páscoa com seus pais. Lá, no templo, "no meio dos doutores", todos os que o ouviam estavam "admirados com o seu entendimento e respostas" (Lc 2:41, etc.). Dezoito anos se passam, dos quais não temos registro além deste: que ele retornou a Nazaré e "crescia em sabedoria, estatura e em graça para com Deus e os homens" (Lc 2:52). Ele iniciou seu ministério público quando tinha cerca de trinta anos de idade. Geralmente considera-se que este se estendeu por cerca de três anos. "Cada um desses anos teve características peculiares próprias. (1.) O primeiro ano pode ser chamado de ano da obscuridade, tanto porque os registros que possuímos a respeito dele são muito escassos, quanto porque ele parece ter emergido lentamente para a atenção pública durante esse período. Foi passado, em sua maior parte, na Judeia. (2.) O segundo ano foi o ano do favor público, durante o qual o país tornou-se plenamente consciente de sua existência; sua atividade era incessante, e sua fama ecoou por toda a extensão da terra. Foi passado quase inteiramente na Galileia. (3.) O terceiro foi o ano da oposição, quando o favor público esvaiu-se. Seus inimigos multiplicaram-se e o assaltaram com cada vez mais pertinácia e, por fim, ele tornou-se vítima do ódio deles. Os primeiros seis meses deste ano final foram passados na Galileia, e os seis últimos em outras partes da terra.", *Life of Jesus Christ*, de Stalker, p. 45. As únicas fontes confiáveis de informação a respeito da vida de Cristo na terra são os Evangelhos, que apresentam, em detalhes históricos, as palavras e a obra de Cristo sob diversos aspectos. (Veja CRISTO.)...
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