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Lição 10 – Contando Sobre o Papai do Céu

Artigo da Lição 10 – Contando Sobre o Papai do Céu – aprendendo com pessoas abençoadas por Deus. Material completo para professores e alunos da EBD.

7 de junho de 2026Equipe A Seara· 9 min leitura
Lição 10 – Contando Sobre o Papai do Céu
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A Menina Esquecida que Lembrou de Deus

O relato da pequena e inominada serva judia na casa de Naamã é uma das demonstrações mais contundentes de perdão e evangelismo missional no Antigo Testamento. Ela fora sequestrada, arrancada dos braços de seus pais de forma impiedosa, para virar propriedade servil do mesmo homem cujas tropas devastaram sua nação. O natural do ser humano caído é esperar, no mínimo, a ruína do seu capataz! Mas, tocada pelas diretrizes da graça do Senhor (que mais a frente, no Novo Testamento, mandaria amar os inimigos), ela indica o profeta de cura àquele que estava manchado pela terrível e isoladora lepra.

Para o pequeno do Jardim de Infância, cujo referencial de raiva surge nas mínimas discussões pelo brinquedo, mostrar que a grandiosidade de falar de Jesus supera o orgulho e o rancor humano é o que dá estrutura ao caráter perdoador da Cruz.

📚 Dica ao Professor - Perdão e Alegria
Crianças são impulsivas. Destaque o fato daquela menina ser da idade de muitos irmãos maiores deles. Pergunte: "Vocês acham que a menina chorava por que o chefe dela estava doente?". Em vez de focar nas chagas terríveis de Naamã, foque na "Luz do Perdão" e nas palavras bondosas da menina. Ela resolveu ser "Ajudante de Deus na casa do Inimigo". Peça às crianças que imitem com carinhas amáveis essa oferta de cura!

Assunto da Lição: Um Segredo Muito Bom!

Foco Principal: Aprender a compartilhar sobre o Papai do Céu com todas as pessoas (inclusive com quem não gosta de nós), mostrando que Deus é o único que cura perfeitamente o nosso coração!

O Comandante Naamã era muito forte, tinha muitas moedas e roupas caras. Mas nem todo ouro do mundo compra a saúde. Dentro da armadura, ele afundava em feridas e chagas! Todos viraram o rosto, com medo dele. E quem teve a audácia de puxar sua manga para dizer: "Eu sei onde o senhor se cura?" Aquela que nem nome no mundo possuía, a princesinha de Deus escravizada!

Versículo para Memorizar

"A boa notícia de paz está sendo anunciada por meio de Jesus Cristo..." — Atos 10:36

O Sussurrinho Bom: Com crianças sentadas em roda, fale o versículo fazendo um "Telefone Sem Fio" no ouvido deles. A última criança levanta e grita o versículo para a classe toda ouvir de alegria! A Palavra começa pelo segredo dos pequenos e abrange as nações!


O Roteiro da História Bíblica

Traga um pano de prato bem encardido! "Gente.. como a gente limpa algo assim sujo? Jogamos fora? Essa história tem a sujeira mais difícil que a água da pia não lava!".

1. O Grande Fortão Com Dodóis Escondidos

Lá num lugar longe o exército tinha um chefão invencível da espada chamado Naamã! Todo mundo via Naamã de longe em seu cavalo brilhante "Trot! Trot! Trot!". Ele era cheio de si, o rei amava o Naamã, as pessoas aplaudiam de medo. Mas, um dia, Naamã tirou o colete gélido em casa e as suas fortes mãos e costas estavam manchadas.. pipocadas.. feridas de lepra. Uma doença da antiguidade que apodrecia de dor quem tinha! O fortão chorou copiosamente, mas o seu dinheiro era papel de vento inútil naquelas horas. Quem iria curar as suas casquinhas terríveis da pele que matava?

2. A Boca Minúscula dos Céus

Na sua enorme sala de tapetes egípcios, varrendo e limpando o chão as escondidas, vivia a menininha serva. Aqueles maus soldados de Naamã roubaram ela da vida mansa com sua mamãezinha amada em Israel! Era pra ela virar a cara, pisar fundo e cruzar os bracinhos egoístas: "Bem-feito para o general mandão.. tomara que ele seja todo doentinho!". Mas ahh! As sementes do perdão batizado em amor do Deus da sarça ardente brilhavam no peito infantil dela. Com as vassouras presas nos joelhinhos a menina de Deus cochichou à dona da casa, esposa do homem chorão: "Ah Senhora, Se o meu senhorito e patrão procurasse o Profeta de Israel, ele o curaria com a mão de Deus que nunca falha!". As curas nunca ocorreriam da magia médica estranha do General, mas de um coração simples.

3. Sete Mergulhos e um Sorriso de Neve!

O Orgulho cedeu e comitiva viajou os desertos inteiros até lá o grandioso Profeta de Deus. O que ele ia fazer? Dar injeção? Tacar fogo? Jogar purpurinas?. O Santo mandou um de seus filhos recadinhos que desceu lá as portas: "Fala pro Chefe Forte entrar no pequeno Rio Jordão (que era o rio cheio de barros e troncos velhos da época) naquelas águas e pisar, afundar totalmente sete vezes lá que a graça divina resolveria as manchas!"

Ele brigou, deu o beiço de birra de adulto igual a vocês num dia teimosos. Mas foi lá. Tirou a roupa e "Tchibum - Primeira vez!" "Tchibum - Segunda."... "Terceira, Quarta, Quinta..".. E quando ele mergulhou na "Última Sétima Vez" inteira a sua pele velha e de luto de doença emergiu e brilhou ao sol forte tão fina, suavezinha e limpa qual de um nenezinho recém-nascido limpo na bacia do chuveiro! A Alegria encheu! Ele quis dar fortunas para o Profeta que negou para que Deus levasse todas as palmas redentivas! Mas tudo ocorreu... porque uma menina abriu seus labiozinhos numa casa alheia para espalhar Jesus!

🔍 Aprofundamento Teológico - Graça Para os Gentios
Em Lucas 4:27, o próprio Jesus Cristo endossa e magnifica este milagre para provar aos irados fariseus de que o "Amor de Deus não estava aprisionado unicamente na linhagem genética e soberba dos autodeclarados 'filhos de Abraão'". Existiam muitos leprosos no arraial da obediência carnal mas a eleição incondicional derramara a sanidade celestial ao corpo do homem impetuoso lácteos e estrangeiro no Rio lamacento - para subverter seu orgulho terreno! Mas não se perde no tecido da teologia pactual: As águas não continham feitiços orgânicos. Era uma aliança visível de obediência imposta que exigia humilhação completa para o derramar da justificação – E tudo instigado pela coragem passiva da evangelista que servia os copos no anonimato opressor!

Portanto, conte da cura eterna a qualquer coleguinha, em parquinhos, praias, ou na escolinha de cimento triste. Todos precisam da menina mensageira e do sorriso que lava na graça.


Dinâmicas e Fixação do Ensino

1. Mergulhando O Naamã Sujinho.

Nenhum pequeno se esquece desta!

  • Pegue um boneco ou menino de papel grosso colado à colher de pau. Ele tem "Manchinhas Grudentas" (Durex com massinha marrom escura colados não muito forte nele).
  • Uma Vasília de Bacia plástica alta de Água ou Panela "Jordão".
  • Façam as palmas das mãos contarem 1 mergulho, 2... Quando você esconder e chocalhar no fundo, pela ação da cola molhada rápida ou seu dedinho rápido, o Bonequinho surge imaculado limpo sem massinhas das feridas da desobediência! Gritos de "Deus Curou!".

2. A Lousinha do Perdão

A Menininha Serva poderia não ter falado do céu por guardar briga! Enxine a não carregar mágoas.

  • Num retângulo preto e giz (Lousa de rabisco), peça cada um vir e desenhar um rabisco terrível! Chamamos ele de nosso (Pecadão do rancor na família). O General também tinha raiva no inicio. Mostre com Paninho mágico do "Amor que perdoa de Maria das dores e Naamãs" que num apagar firme limpa perfeitamente as sujeiras de quem falou de deus de volta as inimizades.

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📖 No Dicionário

Lucas
O evangelista, era um gentio. A data e as circunstâncias de sua conversão são desconhecidas. De acordo com sua própria declaração (Lucas 1:2), ele não foi uma "testemunha ocular e ministro da palavra desde o princípio". É provável que ele fosse médico em Trôade e que tenha sido ali convertido por Paulo, a quem se vinculou. Ele o acompanhou até Filipos, mas não compartilhou ali de sua prisão, nem o acompanhou adiante após a sua libertação em sua jornada missionária naquela ocasião (Atos 17:1). Na terceira visita de Paulo a Filipos (20:5, 6), encontramos novamente Lucas, que provavelmente teria passado todo o tempo intermediário naquela cidade, um período de sete ou oito anos. A partir desse momento, Lucas foi companheiro constante de Paulo durante sua jornada para Jerusalém (20:6-21:18). Ele desaparece novamente de vista durante a prisão de Paulo em Jerusalém e Cesareia, e só reaparece quando Paulo parte para Roma (27:1), para onde o acompanha (28:2, 12-16), e onde permanece com ele até o fim de sua primeira prisão (Filemom 1:24; Colossenses 4:14). A última menção ao "amado médico" está em 2 Timóteo 4:11. Há muitas passagens nas epístolas de Paulo, bem como nos escritos de Lucas, que demonstram a extensão e a precisão de seu conhecimento médico....
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Abraão
Pai de uma multidão, filho de Terá, mencionado (Gên. 11:27) antes de seus irmãos mais velhos, Naor e Harã, por ser o herdeiro das promessas. Até os setenta anos, Abrão habitou entre seus parentes em sua terra natal, a Caldeia. Então, com seu pai, sua família e seus servos, deixou a cidade de Ur, na qual habitara até então, e dirigiu-se cerca de 300 milhas ao norte, para Harã, onde permaneceu por quinze anos. A causa de sua migração foi um chamado de Deus (Atos 7:2-4). Não há menção a este primeiro chamado no Antigo Testamento; ele está implícito, contudo, em Gên. 12. Enquanto permaneciam em Harã, Terá morreu aos 205 anos. Abrão recebeu agora um segundo chamado, mais definido, acompanhado de uma promessa de Deus (Gên. 12:1, 2); após o qual partiu, levando consigo seu sobrinho Ló, "não sabendo para onde ia" (Heb. 11:8). Ele confiou implicitamente na guia Daquele que o havia chamado. Abrão agora, com uma grande casa de provavelmente mil almas, iniciou uma vida migratória e habitou em tendas. Passando pelo vale do Jaboque, na terra de Canaã, ele estabeleceu seu primeiro acampamento em Siquém (Gên. 12:6), no vale ou carvalhal de More, entre Ebal ao norte e Gerizim ao sul. Aqui ele recebeu a grande promessa: "Farei de ti uma grande nação", etc. (Gên. 12:2, 3, 7). Esta promessa compreendia não apenas bênçãos temporais, mas também espirituais. Implicava que ele era o ancestral escolhido do grande Libertador, cuja vinda havia sido prevista há muito tempo (Gên. 3:15). Logo depois disso, por alguma razão não mencionada, ele mudou sua tenda para o distrito montanhoso entre Betel, então chamada Luz, e Ai, cidades situadas a cerca de duas milhas de distância, onde construiu um altar ao "Jeová". Ele mudou-se novamente para a região sul da Palestina, chamada pelos hebreus de Negebe; e foi, finalmente, devido a uma fome, compelido a descer ao Egito. Isso ocorreu na época dos Hicsos, uma raça semita que então mantinha os egípcios em servidão. Aqui ocorreu aquele caso de engano por parte de Abrão, que o expôs à repreensão de Faraó (Gên. 12:18). Sarai lhe foi devolvida; e Faraó o carregou de presentes, recomendando-lhe que se retirasse do país. Ele retornou a Canaã mais rico do que quando a deixou, "em gado, em prata e em ouro" (Gên. 12:8; 13:2. Comp. Sl. 105:13, 14). Todo o grupo moveu-se então para o norte e retornou à sua estação anterior, perto de Betel. Aqui surgiram disputas entre os pastores de Ló e os de Abrão a respeito de água e pastagens. Abrão generosamente deu a Ló a escolha do terreno de pastagem. (Comp. 1 Cor. 6:7.) Ele escolheu a planície bem regada onde Sodoma estava situada e mudou-se para lá; e assim o tio e o sobrinho separaram-se. Imediatamente após isso, Abrão foi encorajado por uma repetição das promessas que já lhe haviam sido feitas, e então mudou-se para a planície ou "carvalhal" de Manre, que fica em Hebrom. Ele finalmente estabeleceu-se aqui, armando sua tenda sob um famoso carvalho ou terebinto, chamado "o carvalho de Manre" (Gên. 13:18). Este foi o seu terceiro lugar de repouso na terra. Cerca de quatorze anos antes disso, enquanto Abrão ainda estava na Caldeia, a Palestina fora invadida por Quedorlaomer, rei de Elão, que submeteu ao tributo as cinco cidades da planície para as quais Ló havia se mudado. Esse tributo foi sentido pelos habitantes dessas cidades como um fardo pesado e, após doze anos, eles se revoltaram. Isso trouxe sobre eles a vingança de Quedorlaomer, que tinha em liga consigo outros quatro reis. Ele devastou todo o país, saqueando as cidades e levando os habitantes como escravos. Entre os assim tratados estava Ló. Ao saber do desastre que havia caído sobre seu sobrinho, Abrão reuniu imediatamente de sua própria casa um grupo de 318 homens armados e, juntando-se a ele os chefes amorreus Manre, Aner e Escol, perseguiu Quedorlaomer e o alcançou perto das fontes do Jordão. Eles atacaram e derrotaram seu exército, perseguindo-o pela cordilheira do Antilíbano até Hobá, perto de Damasco, e então retornaram, trazendo de volta todos os despojos que haviam sido levados. Retornando pelo caminho de Salém, isto é, Jerusalém, o rei daquele lugar, Melquisedeque, saiu ao encontro deles com refrescos. A ele, Abrão apresentou o dízimo dos despojos, em reconhecimento ao seu caráter como sacerdote do Deus Altíssimo (Gên. 14:18-20). Em uma tabuleta recentemente descoberta, datada do reinado do avô de Amraphel (Gên. 14:1), uma das testemunhas é chamada de "o amorita, filho de Abiramu", ou Abrão. Tendo retornado ao seu lar em Mamre, as promessas já lhe feitas por Deus foram repetidas e ampliadas (Gên. 13:14). "A palavra do Senhor" (expressão que ocorre aqui pela primeira vez) "veio a ele" (15:1). Ele agora compreendia melhor o futuro que se estendia diante da nação que dele deveria derivar. Sarai, agora com setenta e cinco anos, em sua impaciência, persuadiu Abrão a tomar Agar, sua serva egípcia, como concubina, pretendendo que qualquer filho que pudesse nascer fosse considerado como seu. Ismael foi, consequentemente, assim criado, e era considerado o herdeiro dessas promessas (Gên. 16). Quando Ismael tinha treze anos, Deus revelou novamente, de forma ainda mais explícita e plena, o Seu propósito gracioso; e, como sinal do cumprimento certo desse propósito, o nome do patriarca foi agora alterado de Abrão para Abraão (Gên. 17:4, 5), e o rito da circuncisão foi instituído como sinal da aliança. Anunciou-se então que o herdeiro dessas promessas da aliança seria o filho de Sarai, embora ela tivesse agora noventa anos; e foi determinado que seu nome fosse Isaque. Ao mesmo tempo, em comemoração às promessas, o nome de Sarai foi alterado para Sara. Naquele dia memorável em que Deus assim revelou o Seu desígnio, Abraão, seu filho Ismael e todos os homens de sua casa foram circuncidados (Gên. 17). Três meses depois disso, enquanto Abraão estava sentado à porta de sua tenda, viu três homens se aproximando. Eles aceitaram a hospitalidade oferecida e, sentados sob um carvalho, participaram do alimento que Abraão e Sara providenciaram. Um dos três visitantes não era outro senão o Senhor, e os outros dois eram anjos sob a aparência de homens. O Senhor renovou, nesta ocasião, Sua promessa de um filho por meio de Sara, que foi repreendida por sua incredulidade. Abraão acompanhou os três enquanto eles prosseguiam em sua jornada. Os dois anjos seguiram em direção a Sodoma; enquanto o Senhor permaneceu para trás e conversou com Abraão, revelando-lhe a destruição que estava prestes a cair sobre aquela cidade culpada. O patriarca intercedeu fervorosamente em favor da cidade condenada. Mas, como nem sequer dez pessoas justas foram encontradas nela, por causa das quais a cidade teria sido poupada, a destruição ameaçada caiu sobre ela; e, logo na manhã seguinte, Abraão viu a fumaça do fogo que a consumiu como a "fumaça de uma fornalha" (Gên. 19:1-28). Após quinze anos de residência em Mamre, Abraão moveu-se para o sul e armou sua tenda entre os filisteus, próximo a Gerar. Aqui ocorreu aquele triste exemplo de prevaricação de sua parte em sua relação com Abimeleque, o Rei (Gên. 20). (Veja ABIMELEQUE.) Logo após este evento, o patriarca deixou as proximidades de Gerar e deslocou-se pelo vale fértil, cerca de 25 milhas, até Berseba. Foi provavelmente aqui que Isaque nasceu, tendo Abraão agora cem anos de idade. Um sentimento de ciúme surgiu então entre Sara e Agar, cujo filho, Ismael, não deveria mais ser considerado o herdeiro de Abraão. Sara insistiu que tanto Agar quanto seu filho fossem expulsos. Isso foi feito, embora tenha sido uma provação difícil para Abraão (Gên. 21:12). (Veja AGAR; ISMAEL.) Neste ponto, há uma lacuna de talvez vinte e cinco anos na história do patriarca. Esses anos de paz e felicidade foram passados em Berseba. A próxima vez que o vemos, sua fé é submetida a um teste severo pelo comando que subitamente lhe veio para ir e oferecer Isaque, o herdeiro de todas as promessas, como sacrifício em um dos montes de Moriá. Sua fé resistiu ao teste (Hb 11:17-19). Ele procedeu em um espírito de obediência imediata para cumprir a ordem; e, quando estava prestes a matar seu filho, a quem havia colocado sobre o altar, sua mão erguida foi detida pelo anjo de Jeová, e um carneiro, que estava preso em um matagal próximo, foi agarrado e oferecido em seu lugar. Devido a essa circunstância, aquele lugar foi chamado Jeová-Jiré, isto é, "O Senhor proverá". As promessas feitas a Abraão foram novamente confirmadas (e esta foi a última palavra registrada de Deus ao patriarca); e ele desceu do monte com seu filho e retornou para sua casa em Berseba (Gn 22:19), onde residiu por alguns anos e, depois, mudou-se para o norte, para Hebrom. Alguns anos depois disso, Sara morreu em Hebrom, aos 127 anos de idade. Abraão adquiriu agora a necessária posse de um lugar de sepultamento, a caverna de Macpela, mediante compra do seu proprietário, Efrom, o hitita (Gên. 23); e ali ele sepultou Sara. Sua preocupação seguinte foi providenciar uma esposa para Isaque e, para esse propósito, enviou seu administrador, Eliezer, a Harã (ou Carrã, Atos 7:2), onde residiam seu irmão Naor e sua família (Gên. 11:31). O resultado foi que Rebeca, filha de Betuel, filho de Naor, tornou-se a esposa de Isaque (Gên. 24). Abraão, então, tomou para si como esposa Quetura, que se tornou a mãe de seis filhos, cujos descendentes foram posteriormente conhecidos como os "filhos do oriente" (Jzg. 6:3), e mais tarde como "sarracenos". Finalmente, todas as suas peregrinações chegaram ao fim. Aos 175 anos de idade, 100 anos depois de ter entrado pela primeira vez na terra de Canaã, ele morreu e foi sepultado no antigo lugar de sepultamento da família em Macpela (Gên. 25:7-10). A história de Abraão causou uma ampla e profunda impressão no mundo antigo, e referências a ela estão entrelaçadas nas tradições religiosas de quase todas as nações orientais. Ele é chamado de "o amigo de Deus" (Tiago 2:23), "Abraão fiel" (Gál. 3:9), "o pai de todos nós" (Rom. 4:16)....
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Jesus
(1.) Josué, filho de Num (Atos 7:45; Heb. 4:8; R.V., "Josué"). (2.) Um cristão judeu apelidado de Justo (Col. 4:11). Jesus, o nome próprio, assim como Cristo é o nome oficial de nosso Senhor. Para distingui-lo de outros assim chamados, ele é referido como "Jesus de Nazaré" (João 18:7) e "Jesus, o filho de José" (João 6:42). Esta é a forma grega do nome hebraico Josué, que era originalmente Oséias (Núm. 13:8, 16), mas foi alterado por Moisés para Jeosué (Núm. 13:16; 1 Crôn. 7:27), ou Josué. Após o Exílio, assumiu a forma Jeshua, de onde provém a forma grega Jesus. Foi dado ao nosso Senhor para denotar o objetivo de sua missão: salvar (Mat. 1:21). A vida de Jesus na terra pode ser dividida em dois grandes períodos: (1) o de sua vida privada, até que tivesse cerca de trinta anos de idade; e (2) o de sua vida pública, que durou cerca de três anos. Na "plenitude dos tempos", ele nasceu em Belém, no reinado do imperador Augusto, de Maria, que estava desposada com José, um carpinteiro (Mt 1:1; Lc 3:23; comp. Jo 7:42). Seu nascimento foi anunciado aos pastores (Lc 2:8-20). Magos do oriente vieram a Belém para ver aquele que nascera "Rei dos Judeus", trazendo consigo presentes (Mt 2:1-12). O cruel ciúme de Herodes levou à fuga de José para o Egito com Maria e o menino Jesus, onde permaneceram até a morte deste rei (Mt 2:13-23), quando retornaram e se estabeleceram em Nazaré, na Baixa Galileia (2:23; comp. Lc 4:16; Jo 1:46, etc.). Aos doze anos de idade, ele subiu a Jerusalém para a Páscoa com seus pais. Lá, no templo, "no meio dos doutores", todos os que o ouviam estavam "admirados com o seu entendimento e respostas" (Lc 2:41, etc.). Dezoito anos se passam, dos quais não temos registro além deste: que ele retornou a Nazaré e "crescia em sabedoria, estatura e em graça para com Deus e os homens" (Lc 2:52). Ele iniciou seu ministério público quando tinha cerca de trinta anos de idade. Geralmente considera-se que este se estendeu por cerca de três anos. "Cada um desses anos teve características peculiares próprias. (1.) O primeiro ano pode ser chamado de ano da obscuridade, tanto porque os registros que possuímos a respeito dele são muito escassos, quanto porque ele parece ter emergido lentamente para a atenção pública durante esse período. Foi passado, em sua maior parte, na Judeia. (2.) O segundo ano foi o ano do favor público, durante o qual o país tornou-se plenamente consciente de sua existência; sua atividade era incessante, e sua fama ecoou por toda a extensão da terra. Foi passado quase inteiramente na Galileia. (3.) O terceiro foi o ano da oposição, quando o favor público esvaiu-se. Seus inimigos multiplicaram-se e o assaltaram com cada vez mais pertinácia e, por fim, ele tornou-se vítima do ódio deles. Os primeiros seis meses deste ano final foram passados na Galileia, e os seis últimos em outras partes da terra.", *Life of Jesus Christ*, de Stalker, p. 45. As únicas fontes confiáveis de informação a respeito da vida de Cristo na terra são os Evangelhos, que apresentam, em detalhes históricos, as palavras e a obra de Cristo sob diversos aspectos. (Veja CRISTO.)...
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