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Lição 3 – Deus Me Ensina a Obedecer e a Agradecer

Artigo da Lição 3 – Deus Me Ensina a Obedecer e a Agradecer – os ensinamentos de Deus. Material completo para professores e alunos da EBD.

19 de abril de 2026Equipe A Seara· 7 min leitura
Lição 3 – Deus Me Ensina a Obedecer e a Agradecer
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Introdução

Uma das atitudes que mais entristecem nossos pais (e a Deus!) não são nossas grandes bagunças, mas sim um pequeno barulhinho persistente: a murmuração! Aquele suspiro acompanhado de "Ah, não quero!", ou a famosa reclamação infinita sobre o brinquedo do colega, a comida da mesa ou a hora de acordar.

A Bíblia nos mostra que a murmuração é como um vício, um "pecado auditivo" que nos impede de ver os milagres que estão bem a nossa frente. Para descobrirmos essa verdade, faremos as malas e viajaremos até o deserto de Parã, bem na divisa de um país riquíssimo chamado Canaã. Preparados para enfrentar gigantes?

📖 TEXTO BÍBLICO BASE: Números 13 e 14


I. A Missão dos 12 Espias

O povo de Israel estava finalmente liberto. Já haviam passado pelo fundo do mar aberto, não comiam mais sobras do Egito pois recebiam o saboroso Maná caindo brilhante todas as manhãs. Caminharam bastante e chegaram bem na fronteira da cobiçada Terra Prometida, um lugar chamado Canaã. Era uma terra desenhada carinhosamente por Deus: cheia de campos verdes, rios prósperos de se beber água e frutas que nem precisavam de açúcar de tão doces!

Porém, invés de apenas invadirem e cantarem "Glória a Deus", a liderança resolveu montar uma equipe tática de doze homens de muita coragem (uma pessoa de cada uma das 12 famílias de Israel) para que funcionassem como espiões secretos. Eles passariam quarenta dias na cidade colhendo amostras e analisando como era de fato a terra para comprovar a segurança do local.

Quando eles voltaram da expedição dos quarenta dias, uau! Que maravilha trouxeram na bagagem! Eles carregavam escondidos as maiores uvas que os nossos olhos poderiam imaginar na vida: cachos tão absurdamente enormes que era preciso armar uma vara de madeira grandona e apoiá-la nos ombros de dois homens fortões para suportar o peso tremendo de um único galhinho das uvas roxas e suculentas (Números 13:23). Sem sombra de dúvidas, a Terra Prometida era um presentão dos céus!

II. O Complexo de Gafanhoto

O problema enorme veio logo em seguida, durante a apresentação dos relatos de volta pro acampamento!

Para dez espiões as uvas valiam a pena, mas as pedras no caminho não. Eles abaixaram apavorados a cabeça e contaram assim no microfone do deserto: "Gente, corram para o Egito de volta! As uvas são deliciosas sim, mas escutem, os homens que moram naquela cidade são os filhos dos Anaquins! Eles são Gigantes do tamanho de três andares de um prédio! Os muros em volta das casas batem nas nuvens. Nós... perto deles nós somos... nós somos parecidos com pequenos e esmagáveis gafanhotoszinhos perante a bota pesada deles!".

Notem que desastroso foi o fofoqueiro "telefone-sem-fio" de murmuração. Como rastilho de pólvora toda a imensa platéia começou a xingar a Deus. Eles taparam o rosto de medo das histórias assustadoras que os espiões chorões aumentavam, esqueceram num minuto todos os grandes feitos do passado, e quiseram trocar até de líderes, amaldiçoando seu passado livre!

III. O Óculos de Calebe

Porém não havia dez espiões apenas! Lembram? Eram 12 homens na excursão! Dois espiões fiéis (chamados de Josué e Calebe) rasgaram furiosos a sua camisa para chamar a atenção daquele acampamento inteiro, e calaram os medrosos. "Parem de loucura todos vocês que murmuram e reclamam!" Eles exclamavam algo parecido com isso: "Esses gigantes podem até ser assustadores se nós lutarmos sozinhos frente a frente com nossos pauzinhos fracos. Mas não se esqueçam que os Anjos que explodiram o Faraó são guerreiros e estão do nosso lado! O que o Senhor nos mandou foi prosseguir. Esse é nosso óculos de coragem contra gigantes!".

Deus ama pessoas obedientes que não tem chilique e agem calmas com base nas antigas experiências e milagres da fé divina. Pelo pecado vergonhoso de reclamarem de barriga cheia os desobedientes tiveram a punição forte: ficaram castigados de andar por 40 dias perdidos no calor escaldante do chão, para que cada homem crescido daquela multidão viesse ser enterrado apenas nas dunas como areia – mas os pequenos e as próximas gerações que os ouviam iriam habitar as maravilhas verdes de Canaã de forma pura. Foi a lição das lições: Murmuração leva à destruição.


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💡 Mesa do Professor: Ensinando de Coração

  • Gigantes vs Gafanhotos (O Conflito de Perspectiva): Use a sala como imersão. Você pode colar na parece superior dos quadros da sala um recorte colossal de pernas pisando um tapete, ou um desenho de um pé de soldado vestindo sapatos blindados gigantes. Embaixo, perto do piso e dos joelhos dos alunos, imprima grama picada verde cheia de desenhozinhos minúsculos de garotinhos com antenas de gafanhoto assustados.
  • O Efeito Visual das Frutas: Nunca ensine a lição dos 12 espias sem materializar o impacto! Como as uvas bíblicas eram anormalmente espantosas, providencie 15 ou mais bexigas roxas amarradas com barbantes grudando umas nas outras como triângulo para baixo (em cluster simulando cachos) que fiquem presos num cabo de vassoura enfeitado de fita verde. Peça para dois voluntários Primários simularem carregarem os galhos como os espiões fortes! Ao materializar assim, mostre aos primários através dessa cenografia que quem nos abençoa com peso de glória são essas vitórias deliciosas da fé divina (a uva de bênçãos de Jesus)! :::

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🗣️ Desafio da Semana

Para essa semana vocês produzirão e desenharão a arma contra os resmungos no prato de almoço: O Cacho Anti-Murmurações! Você formará ali cinco esferas roxas para construir os gomos das nossas próprias Uvas, e, com uma canetinha preta, vai assinar o nome dos presentes incríveis e pessoas bonitas das quais você não merecia e precisa orar e dar gratidão eterna sem reclamar. Exemplo: Gomo 1: 'Meu Tênis Rápido Azul'; Gomo 2: 'Minha mamãe cheirosa que faz pudim'; Gomo 3: 'Meu colégio que tem balanços'; Agradecidos vencem gigantes, pequenos e amados "Calebes"! :::


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📖 No Dicionário

Josué
Jeová é a sua ajuda, ou Jeová o Salvador. Filho de Num, da tribo de Efraim, o sucessor de Moisés como líder de Israel. Ele é chamado de Jehoshua em Núm. 13:16 (A.V.), e Jesus em Atos 7:45 e Heb. 4:8 (R.V., Josué). Ele nasceu no Egito e provavelmente tinha a mesma idade de Calebe, com quem geralmente é associado. Ele participou de todos os eventos do Êxodo e ocupou o cargo de comandante do exército dos israelitas em sua grande batalha contra os amalequitas em Refidim (Êx 17:8-16). Tornou-se ministro ou servo de Moisés e acompanhou-o em parte do caminho quando este subiu ao Monte Sinai para receber as duas tábuas (Êx 32:17). Foi também um dos doze que foram enviados por Moisés para explorar a terra de Canaã (Nm 13:16, 17), e apenas ele e Calebe deram um relatório encorajador. Sob a direção de Deus, Moisés, antes de sua morte, investiu Josué, de maneira pública e solene, com a autoridade sobre o povo como seu sucessor (Dt 31:23). O povo estava acampado em Sitim quando ele assumiu o comando (Js 1:1); e, atravessando o Jordão, acamparam em Gilgal, onde, tendo circuncidado o povo, ele celebrou a Páscoa e foi visitado pelo Capitão do exército do Senhor, que lhe dirigiu palavras de encorajamento (1:1-9). Começaram agora as guerras de conquista que Josué travou por muitos anos, cujo registro se encontra no livro que leva seu nome. Seis nações e trinta e um reis foram conquistados por ele (Josué 11:18-23; 12:24). Tendo assim subjugado os cananeus, Josué dividiu a terra entre as tribos, sendo Timnate-Sera, no Monte Efraim, atribuída a ele próprio como sua herança. (Veja SILÓ; SACERDOTE.) Concluída a sua obra, ele morreu, aos cento e dez anos de idade, vinte e cinco anos após ter atravessado o Jordão. Foi sepultado em sua própria cidade, Timnate-Sera (Josué 24); e "a luz de Israel, por aquele tempo, apagou-se". Josué tem sido considerado um tipo de Cristo (Hebreus 4:8) nos seguintes aspectos: (1) No nome comum a ambos; (2) Josué conduz o povo à posse da Terra Prometida, assim como Jesus conduz o seu povo ao Canaã celestial; e (3) assim como Josué sucedeu a Moisés, assim o Evangelho sucede a Lei. O caráter de Josué é, assim, bem delineado por Edersheim: "Nascido escravo no Egito, ele devia ter cerca de quarenta anos na época do Êxodo. Ligado à pessoa de Moisés, ele liderou Israel na primeira batalha decisiva contra Amalec (Êx. 17:9, 13), enquanto Moisés, na oração da fé, erguia ao céu a vara dada por Deus. Foi, sem dúvida, nessa ocasião que seu nome foi mudado de Oséias, 'ajuda', para Josué, 'Jeová é a ajuda' (Núm. 13:16). E este nome é a chave para sua vida e obra. Tanto ao conduzir o povo para Canaã, em suas guerras e na distribuição da terra entre as tribos, desde a travessia milagrosa do Jordão e a tomada de Jericó até seu último discurso, ele foi a personificação de seu novo nome, 'Jeová é a ajuda'. A esse chamado externo, seu caráter também correspondia. Ele é marcado por singularidade de propósito, franqueza e decisão... Ele estabelece um objetivo diante de si e, inflexivelmente, o segue" (Bible Hist., iii. 103)...
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Oseias
Salvação, filho de Beeri e autor do livro de profecias que leva seu nome. Ele pertencia ao reino de Israel. "Sua origem israelita é atestada pela dicção peculiar, rude e aramaizante, que aponta para a parte norte da Palestina; pelo conhecimento íntimo que ele demonstra das localidades de Efraim (5:1; 6:8, 9; 12:12; 14:6, etc.); por passagens como 1:2, onde o reino é denominado 'a terra', e 7:5, onde o rei israelita é designado como 'nosso' rei." O período de seu ministério (estendendo-se por cerca de sessenta anos) é indicado na sobrescrição (Os. 1:1, 2). Ele é o único profeta de Israel que deixou qualquer profecia escrita....
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Jesus
(1.) Josué, filho de Num (Atos 7:45; Heb. 4:8; R.V., "Josué"). (2.) Um cristão judeu apelidado de Justo (Col. 4:11). Jesus, o nome próprio, assim como Cristo é o nome oficial de nosso Senhor. Para distingui-lo de outros assim chamados, ele é referido como "Jesus de Nazaré" (João 18:7) e "Jesus, o filho de José" (João 6:42). Esta é a forma grega do nome hebraico Josué, que era originalmente Oséias (Núm. 13:8, 16), mas foi alterado por Moisés para Jeosué (Núm. 13:16; 1 Crôn. 7:27), ou Josué. Após o Exílio, assumiu a forma Jeshua, de onde provém a forma grega Jesus. Foi dado ao nosso Senhor para denotar o objetivo de sua missão: salvar (Mat. 1:21). A vida de Jesus na terra pode ser dividida em dois grandes períodos: (1) o de sua vida privada, até que tivesse cerca de trinta anos de idade; e (2) o de sua vida pública, que durou cerca de três anos. Na "plenitude dos tempos", ele nasceu em Belém, no reinado do imperador Augusto, de Maria, que estava desposada com José, um carpinteiro (Mt 1:1; Lc 3:23; comp. Jo 7:42). Seu nascimento foi anunciado aos pastores (Lc 2:8-20). Magos do oriente vieram a Belém para ver aquele que nascera "Rei dos Judeus", trazendo consigo presentes (Mt 2:1-12). O cruel ciúme de Herodes levou à fuga de José para o Egito com Maria e o menino Jesus, onde permaneceram até a morte deste rei (Mt 2:13-23), quando retornaram e se estabeleceram em Nazaré, na Baixa Galileia (2:23; comp. Lc 4:16; Jo 1:46, etc.). Aos doze anos de idade, ele subiu a Jerusalém para a Páscoa com seus pais. Lá, no templo, "no meio dos doutores", todos os que o ouviam estavam "admirados com o seu entendimento e respostas" (Lc 2:41, etc.). Dezoito anos se passam, dos quais não temos registro além deste: que ele retornou a Nazaré e "crescia em sabedoria, estatura e em graça para com Deus e os homens" (Lc 2:52). Ele iniciou seu ministério público quando tinha cerca de trinta anos de idade. Geralmente considera-se que este se estendeu por cerca de três anos. "Cada um desses anos teve características peculiares próprias. (1.) O primeiro ano pode ser chamado de ano da obscuridade, tanto porque os registros que possuímos a respeito dele são muito escassos, quanto porque ele parece ter emergido lentamente para a atenção pública durante esse período. Foi passado, em sua maior parte, na Judeia. (2.) O segundo ano foi o ano do favor público, durante o qual o país tornou-se plenamente consciente de sua existência; sua atividade era incessante, e sua fama ecoou por toda a extensão da terra. Foi passado quase inteiramente na Galileia. (3.) O terceiro foi o ano da oposição, quando o favor público esvaiu-se. Seus inimigos multiplicaram-se e o assaltaram com cada vez mais pertinácia e, por fim, ele tornou-se vítima do ódio deles. Os primeiros seis meses deste ano final foram passados na Galileia, e os seis últimos em outras partes da terra.", *Life of Jesus Christ*, de Stalker, p. 45. As únicas fontes confiáveis de informação a respeito da vida de Cristo na terra são os Evangelhos, que apresentam, em detalhes históricos, as palavras e a obra de Cristo sob diversos aspectos. (Veja CRISTO.)...
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