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Lição 8 – Deus Me Ensina Sobre o Seu Filho Jesus

Artigo da Lição 8 – Deus Me Ensina Sobre o Seu Filho Jesus – os ensinamentos de Deus. Material completo para professores e alunos da EBD.

24 de maio de 2026Equipe A Seara· 8 min leitura
Lição 8 – Deus Me Ensina Sobre o Seu Filho Jesus
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Introdução

Imaginem uma viagem pelo mato, onde para atravessar o caminho pro lugar seguro cheio de tesouros do outro lado você infelizmente depara com o mais fundo buraco da montanha dezenas de metros abaixo. É tão longe até o outro barranco de areia que se você pular de corrida você será devorado pelo abismo escorregadio sem volta. Seria um terror que faria alguém congelar.

Sabe qual é a verdade da vida? O Universo funcionava desse jeito perigoso! De um lado do céu estava a Perfeição de Papai do Céu, puro, cheiroso, sagradão! Do nosso lado, da nossa graminha humana, a gente acabou ficando pesados, com roupas sujas de desobediências e corações encardidos. Aquele buracão sem fundo passaria a se chamar "Pecado". Mas O Criador não gostava que o povo estivesse daquele lado de lá solitário chorando no frio... Hoje vocês descobrirão A Ponte Viva que nos resgatou!

📖 TEXTO BÍBLICO BASE: Mateus 1 e 2; 1 Timóteo 2:5


I. O que não é Media-Ator

Sabe de um erro grandão? O povo achava que para não estar sozinho por conta dos medos da terra a gente conseguiria "pular o abismo". Alguns tentam usar mochila a jato ou paraquedas; e muitos até mesmo tentam costurar a roupa bem bonita fingindo para Jeová que o lixo do pecado acabou. Mas nada disso voava, pular o abismo de Deus sempre resulta na queda livre triste e longa.

E aí vem essa palavra misteriosa: "Mediador". Mas que diabos quer dizer "Mediador"? Será que o Mediador é algum Médico de pernas de gesso que te cura quando você sofre de uma "Meia-Dor" apenas? Ahaha! Claro que não! Ou seria então um grande "Media-Ator"... tipo, um ator famoso de cinema que atua nos filmes e comerciais só pela metade da telona? Nada disso! Preste total atenção da vida: O Mediador significa o grande amigo espetacular que consegue agarrar com a mão forte de um lado O Céu Limpo de Papai Deus – e sem soltá-lo... Ele estica sua outra grande e bondosa Mão esquerda, e agarra a blusinha suja e desesperada de nós, pecadores! Um Mediador nos põe no colo e atravessa pela própria força aquilo que a gente nunca pularia! Ele é a Ponte Viva que foi esticada.

II. Um Homem Que É 100% Deus!

Mas quem da Terra conseguiria agarrar o pescoço de Jesus aguentando o poder eterno ser torrado por fogo, e logo amarrar na gente sem sofrer nem fugir? Se o Mediador for somente um "Deus Poderosão Feito de Luz e Fumaça", Ele não conseguiria calçar botas terrestres e machucar-se no calo pra tocar nossos cotovelos com poeiras de forma de gente. E se ele fosse apenas um super-homem na sua barraca de feira da esquina bebendo caldo de cana, com certeza logo estaria esmagado também no mesmo Abismo do Pecado não subindo perto dos Tronos das Glórias.

É aqui que surge o Segredo Brilhante! Para que a "A Ponte funcionasse", o amor desceu do Ouro Celeste enroladinho num Pano fedidinho de Estábulos como os bebezinhos da Belém – Jesus. Jesus foi o Rei encarregado que detinha a mágica de Ser "Um-Cem-Por-cento" completinho como Deus (por trás da pele via e criava galáxias inteiras num estalo sem sujeira) e também Ser o mais Humano Cansado do planeta, aquele que suava aos doze anos, sangrava farpas de pau no seu dedão de Carpinteiro em Israel e comia queijo junto de amigos chorando dores deles. A Ponte de Deus agora podia segurar a eternidade e também segurar seus amiguinhos cheios de medo do escuro!

III. O Madeiro do Caminho Sem Fim

Os homens ingratos do abismo viraram os olhos feios para a ajuda Divina, pois odiavam quem lhes apontasse O Caminho livre da maldade. A Ponte então precisava "Ser Financiada"! Custava um custo de dor profunda a doação do Deus Criador daquela Estrela de cima... Foi na sexta da agonia no Monte chamado do Gólgota negro, que pregos prenderam nossa maravilhosa Ponte a duas ripas brutas e retas nas suas madeiras: A Nossa Cruz! Ali, sem ninguém pisar, as águas de seus sacrifícios formaram um asfalto fortíssimo de libertação até o céu com sangue de um Rei inocente na sujeira do Pecado!

Você poderia achar na sexta da crueldade grossa se aquele buraco venceria engolindo o corpo dEle? Jamais... O Túmulo chocou todo mundo das trevas e se implodiu do vento vazio no domingo de glória! A Ponte está montada! Agora, toda a vez que o abismo escuro da escola e angústias afogar você no travesseiro, segure os pregos de luz das mãos amadas de Jesus. Suba pelos Madeiros Seguros e sem peso, porque com Ele como Guia... Você e papai do céu estarão vivendo de casinha grudada de Novo Para Todo Sempre!!


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💡 Mesa do Professor: Ensinando de Coração

  • O Abismo de Copos de Plástico: Para ensinar os sete-anos o abstrato da mediação de Cristo o materialismo cinestésico do craft funciona perfeitamente! Ponha longe, debaixo da sua lousa de ensino, dois potes finos de isopor ou copos coloridos. Escreva no primeiro 'DEUS' com azul e no segundo 'HOMENS' num preto bem falhado. Chame as crianças da turma para tentar pular por cima jogando dezenas de carrinhos pequenininhos ou bonequinhos. Nenhum atinge o alvo do copo! Então, surpresa! Pegue uma Cruz rústica de Picolés e cole na tampa "SUPER JESUS". Cole entre os copos; ali, as criancinhas de olhos arregalados caminharão tranquilas por cima da régua que foi dada pelas madeiras pontiagudas! Aleluia!
  • Dr. Confuso: Crie memórias divertidíssimas da desmistificação lexicográfica dessa pesada palavra da Teologia usando Jalecos caóticos como se você fosse O Professor das Esquisitices. Fale das palavras parecidas para o seu grupo comediante: "Meia-Dor não salva? Ai meu Dedo!" Crie amizades da brincadeira desconstruindo para só focar no "MEIO / MEDIADOR". É uma arte pedagógica fundamental de retenção. :::

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🗣️ Desafio da Semana

Temos aqui um placar para jogar, Certo? Prepare sua própria pranchetinha, garoto e garota de Jesus! Seu Emoji Da Vida De Cristo vai te fiscalizar em casa pela semana. Sabe como? Nós imitaremos os passos bonitos da Nossa Bela Ponte (O Jesus Reizinho Divino!). Pinta num circulo de rosto os "Likes👍" do Papai, e ao ladinho um círculo bravo "Dislike👎". Na mesa de almoço, se o maninho comer as claras inteira ou bagunçar não perdoe batendo de raivinhas sujas para ganhar o de X feio! Lembre a Si em Segredo "Cristo, o amável, não xingou Pedro... então pegarei um joinha por suportar meu lanche!" E passe pelas semanas só recolhendo Sorrisos da Nossa Ponte nas pequenas atitudes da salinha. :::


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Oseias
Salvação, filho de Beeri e autor do livro de profecias que leva seu nome. Ele pertencia ao reino de Israel. "Sua origem israelita é atestada pela dicção peculiar, rude e aramaizante, que aponta para a parte norte da Palestina; pelo conhecimento íntimo que ele demonstra das localidades de Efraim (5:1; 6:8, 9; 12:12; 14:6, etc.); por passagens como 1:2, onde o reino é denominado 'a terra', e 7:5, onde o rei israelita é designado como 'nosso' rei." O período de seu ministério (estendendo-se por cerca de sessenta anos) é indicado na sobrescrição (Os. 1:1, 2). Ele é o único profeta de Israel que deixou qualquer profecia escrita....
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Mateus
Dom de Deus, um nome judeu comum após o Exílio. Ele era filho de Alfeu e era publicano ou cobrador de impostos em Cafarnaum. Em certa ocasião, Jesus, vindo da margem do lago, passou pela casa da alfândega onde Mateus estava sentado e disse-lhe: "Segue-me". Mateus levantou-se e seguiu-o, tornando-se seu discípulo (Mt 9:9). Anteriormente, o nome pelo qual era conhecido era Levi (Marcos 2:14; Lucas 5:27); ele agora o mudou, possivelmente em memória grata ao seu chamado, para Mateus. No mesmo dia em que Jesus o chamou, ele ofereceu um "grande banquete" (Lucas 5:29), um banquete de despedida, para o qual convidou Jesus e seus discípulos, e provavelmente também muitos de seus antigos associados. Ele foi posteriormente selecionado como um dos doze (6:15). Seu nome não ocorre novamente na história do Evangelho, exceto nas listas dos apóstolos. A última menção a ele está em Atos 1:13. O momento e a maneira de sua morte são desconhecidos....
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Jesus
(1.) Josué, filho de Num (Atos 7:45; Heb. 4:8; R.V., "Josué"). (2.) Um cristão judeu apelidado de Justo (Col. 4:11). Jesus, o nome próprio, assim como Cristo é o nome oficial de nosso Senhor. Para distingui-lo de outros assim chamados, ele é referido como "Jesus de Nazaré" (João 18:7) e "Jesus, o filho de José" (João 6:42). Esta é a forma grega do nome hebraico Josué, que era originalmente Oséias (Núm. 13:8, 16), mas foi alterado por Moisés para Jeosué (Núm. 13:16; 1 Crôn. 7:27), ou Josué. Após o Exílio, assumiu a forma Jeshua, de onde provém a forma grega Jesus. Foi dado ao nosso Senhor para denotar o objetivo de sua missão: salvar (Mat. 1:21). A vida de Jesus na terra pode ser dividida em dois grandes períodos: (1) o de sua vida privada, até que tivesse cerca de trinta anos de idade; e (2) o de sua vida pública, que durou cerca de três anos. Na "plenitude dos tempos", ele nasceu em Belém, no reinado do imperador Augusto, de Maria, que estava desposada com José, um carpinteiro (Mt 1:1; Lc 3:23; comp. Jo 7:42). Seu nascimento foi anunciado aos pastores (Lc 2:8-20). Magos do oriente vieram a Belém para ver aquele que nascera "Rei dos Judeus", trazendo consigo presentes (Mt 2:1-12). O cruel ciúme de Herodes levou à fuga de José para o Egito com Maria e o menino Jesus, onde permaneceram até a morte deste rei (Mt 2:13-23), quando retornaram e se estabeleceram em Nazaré, na Baixa Galileia (2:23; comp. Lc 4:16; Jo 1:46, etc.). Aos doze anos de idade, ele subiu a Jerusalém para a Páscoa com seus pais. Lá, no templo, "no meio dos doutores", todos os que o ouviam estavam "admirados com o seu entendimento e respostas" (Lc 2:41, etc.). Dezoito anos se passam, dos quais não temos registro além deste: que ele retornou a Nazaré e "crescia em sabedoria, estatura e em graça para com Deus e os homens" (Lc 2:52). Ele iniciou seu ministério público quando tinha cerca de trinta anos de idade. Geralmente considera-se que este se estendeu por cerca de três anos. "Cada um desses anos teve características peculiares próprias. (1.) O primeiro ano pode ser chamado de ano da obscuridade, tanto porque os registros que possuímos a respeito dele são muito escassos, quanto porque ele parece ter emergido lentamente para a atenção pública durante esse período. Foi passado, em sua maior parte, na Judeia. (2.) O segundo ano foi o ano do favor público, durante o qual o país tornou-se plenamente consciente de sua existência; sua atividade era incessante, e sua fama ecoou por toda a extensão da terra. Foi passado quase inteiramente na Galileia. (3.) O terceiro foi o ano da oposição, quando o favor público esvaiu-se. Seus inimigos multiplicaram-se e o assaltaram com cada vez mais pertinácia e, por fim, ele tornou-se vítima do ódio deles. Os primeiros seis meses deste ano final foram passados na Galileia, e os seis últimos em outras partes da terra.", *Life of Jesus Christ*, de Stalker, p. 45. As únicas fontes confiáveis de informação a respeito da vida de Cristo na terra são os Evangelhos, que apresentam, em detalhes históricos, as palavras e a obra de Cristo sob diversos aspectos. (Veja CRISTO.)...
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Pedro
Originalmente chamado Simão (= Simeão, isto é, "ouvindo"), um nome judeu muito comum no Novo Testamento. Ele era filho de Jonas (Mt 16:17). Sua mãe não é mencionada em lugar algum nas Escrituras. Tinha um irmão mais novo chamado André, que primeiro o levou a Jesus (Jo 1:40-42). Sua cidade natal era Betsaida, na costa ocidental do Mar da Galileia, à qual Filipe também pertencia. Ali ele foi criado às margens do Mar da Galileia e foi treinado na ocupação de pescador. Seu pai provavelmente morreu enquanto ele ainda era jovem, e ele e seu irmão foram criados sob os cuidados de Zebedeu e sua esposa Salomé (Mt 27:56; Mc 15:40; 16:1). Lá, os quatro jovens, Simão, André, Tiago e João, passaram a infância e o início da idade adulta em constante comunhão. Simão e seu irmão, sem dúvida, desfrutaram de todas as vantagens de uma formação religiosa e foram instruídos precocemente no conhecimento das Escrituras e das grandes profecias relativas à vinda do Messias. Provavelmente não desfrutaram, porém, de qualquer treinamento especial no estudo da lei sob a tutela de qualquer um dos rabinos. Quando Pedro compareceu perante o Sinédrio, ele parecia um "homem iletrado" (At 4:13). "Simão era galileu, e era isso plenamente... Os galileus possuíam um caráter marcante e próprio. Tinham a reputação de possuírem uma independência e energia que frequentemente resultavam em turbulência. Eram, ao mesmo tempo, de uma disposição mais franca e transparente do que seus irmãos do sul. Em todos esses aspectos — na brusquidão, impetuosidade, precipitação e simplicidade — Simão era um galileu genuíno. Falavam um dialeto peculiar. Tinham dificuldade com os sons guturais e alguns outros, e sua pronúncia era considerada rude na Judeia. O sotaque galileu acompanhou Simão durante toda a sua trajetória. Traiu-o como seguidor de Cristo quando ele estava no tribunal (Marcos 14:70). Traiu sua própria nacionalidade e a daqueles que estavam com ele no dia de Pentecostes (Atos 2:7)." Parece que Simão era casado antes de se tornar apóstolo. Faz-se referência à sogra dele (Mateus 8:14; Marcos 1:30; Lucas 4:38). Com toda a probabilidade, ele foi acompanhado por sua esposa em suas viagens missionárias (1 Coríntios 9:5; cf. 1 Pedro 5:13). Ele parece ter se estabelecido em Cafarnaum quando Cristo iniciou seu ministério público, e pode ter ultrapassado a idade de trinta anos. Sua casa era grande o suficiente para abrigar seu irmão André, a mãe de sua esposa e também a Cristo, que parece ter vivido com ele (Marcos 1:29, 36; 2:1), bem como a sua própria família. Tinha, aparentemente, dois andares (2:4). Em Betábara (R.V., João 1:28, "Betânia"), além do Jordão, João Batista havia prestado testemunho a respeito de Jesus como o "Cordeiro de Deus" (João 1:29-36). André e João, ouvindo isso, seguiram a Jesus e permaneceram com ele onde ele estava. Eles ficaram convencidos, por suas palavras graciosas e pela autoridade com que falava, de que ele era o Messias (Lucas 4:22; Mat. 7:29); e André partiu, encontrou Simão e o trouxe a Jesus (João 1:41). Jesus reconheceu imediatamente Simão e declarou que, doravante, ele seria chamado Cefas, um nome aramaico correspondente ao grego Petros, que significa "uma massa de rocha destacada da rocha viva". O nome aramaico não ocorre novamente, mas o nome Pedro gradualmente substitui o antigo nome Simão, embora o nosso próprio Senhor sempre utilize o nome Simão ao dirigir-se a ele (Mt 17:25; Mc 14:37; Lc 22:31, comp. 21:15-17). Não nos é dito qual impressão o primeiro encontro com Jesus produziu na mente de Simão. Quando o encontramos novamente, é junto ao Mar da Galileia (Mt 4:18-22). Ali, os quatro (Simão e André, Tiago e João) haviam tido uma noite de pesca malsucedida. Jesus apareceu subitamente e, entrando no barco de Simão, ordenou-lhe que partisse e arriasse as redes. Ele assim o fez e capturou uma grande multidão de peixes. Isso foi claramente um milagre operado diante dos olhos de Simão. O discípulo, tomado de temor, prostrou-se aos pés de Jesus, exclamando: "Afasta-te de mim, porque sou um homem pecador, ó Senhor" (Lc 5:8). Jesus dirigiu-se a ele com as palavras tranquilizadoras: "Não temas", e anunciou-lhe a obra de sua vida. Simão respondeu imediatamente ao chamado para se tornar um discípulo e, depois disso, encontramo-lo em constante companhia de nosso Senhor. Em seguida, ele é chamado ao posto do apostolado e torna-se um "pescador de homens" (Mt 4:19) nos mares tempestuosos do mundo da vida humana (Mt 10:2-4; Mc 3:13-19; Lc 6:13-16), e assume um papel cada vez mais proeminente em todos os principais eventos da vida de nosso Senhor. É ele quem profere aquela notável profissão de fé em Cafarnaum (Jo 6:66-69), e novamente em Cesareia Filipe (Mt 16:13-20; Mc 8:27-30; Lc 9:18-20). Esta profissão em Cesareia foi de importância suprema, e nosso Senhor, em resposta, usou estas palavras memoráveis: "Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a minha igreja". "A partir daquele momento", Jesus começou a falar de seus sofrimentos. Por isso, Pedro o repreendeu. Mas nosso Senhor, em resposta, repreendeu Pedro, falando-lhe em palavras mais severas do que jamais usara com qualquer outro de seus discípulos (Mt 16:21-23; Mc 8:31-33). Ao fim de sua breve estada em Cesareia, nosso Senhor levou Pedro, Tiago e João consigo a "um monte alto e apartado", e transfigurou-se diante deles. Pedro, naquela ocasião, sob a impressão que a cena produziu em sua mente, exclamou: "Senhor, é bom que estejamos aqui; faremos três tabernáculos" (Mt 17:1-9). Ao retornar a Cafarnaum, os cobradores do imposto do templo (um didracma, metade de um siclo sagrado), que todo israelita com vinte anos ou mais deveria pagar (Êx 30:15), aproximaram-se de Pedro e lembraram-lhe que Jesus não o havia pago (Mt 17:24-27). Nosso Senhor instruiu Pedro a ir e pescar um peixe no lago e tirar de sua boca a quantia exata necessária para o imposto, a saber, um estáter, ou dois meios-siclos. "Toma isso", disse Nosso Senhor, "e dá-lhes por mim e por ti". À medida que o fim se aproximava, Nosso Senhor enviou Pedro e João (Lc 22:7-13) à cidade para preparar um lugar onde celebraria a festa com seus discípulos. Ali, ele foi advertido previamente sobre o terrível pecado no qual posteriormente cairia (22:31-34). Ele acompanhou Nosso Senhor da sala de hóspedes ao jardim do Getsêmani (Lc 22:39-46), no qual ele e os outros dois que haviam sido testemunhas da transfiguração tiveram permissão para entrar com Nosso Senhor, enquanto os demais foram deixados do lado de fora. Aqui, ele passou por uma experiência estranha. Sob um impulso repentino, cortou a orelha de Malco (47-51), um dos membros do grupo que viera para prender Jesus. Seguem-se então as cenas da sala do julgamento (54-61) e a sua amarga dor (62). Ele é encontrado na companhia de João logo cedo na manhã da ressurreição. Ele entrou ousadamente no sepulcro vazio (João 20:1-10) e viu os "lençóis de linho depositados por si mesmos" (Lucas 24:9-12). A ele, o primeiro dos apóstolos, nosso Senhor ressurreto revelou-se, conferindo-lhe assim uma honra singular e mostrando quão plenamente ele fora restaurado ao seu favor (Lucas 24:34; 1 Cor. 15:5). Em seguida, lemos sobre o singular encontro de nosso Senhor com Pedro nas margens do Mar da Galileia, onde ele lhe perguntou três vezes: "Simão, filho de Jonas, amas-me?" (João 21:1-19). (Veja AMOR.) Após esta cena no lago, nada mais ouvimos de Pedro até que ele apareça novamente com os outros na ascensão (Atos 1:15-26). Foi ele quem propôs que a vacância causada pela apostasia de Judas fosse preenchida. Ele assume papel de destaque no dia de Pentecostes (2:14-40). Os eventos daquele dia "completaram a mudança no próprio Pedro, a qual a dolorosa disciplina de sua queda e todo o prolongado processo de treinamento anterior vinham realizando lentamente. Ele não é mais o homem não confiável, instável e autoconfiante, sempre oscilando entre a coragem precipitada e a timidez frágil, mas o guia e diretor firme e confiável da comunhão dos crentes, o pregador intrépido de Cristo em Jerusalém e além. E agora que ele se tornou Cefas de fato, quase nada ouvimos do nome Simão (apenas em Atos 10:5, 32; 15:14), e ele nos é conhecido, finalmente, como Pedro". Após o milagre no portão do templo (Atos 3), surgiu a perseguição contra os cristãos, e Pedro foi lançado na prisão. Ele defendeu-se audaciosamente, bem como a seus companheiros, perante o conselho (4:19, 20). Um novo surto de violência contra os cristãos (5:17-21) levou a que todo o corpo dos apóstolos fosse lançado na prisão; mas, durante a noite, foram maravilhosamente libertos, e foram encontrados pela manhã ensinando no templo. Uma segunda vez, Pedro defendeu-os perante o conselho (Atos 5:29-32), o qual, "tendo chamado os apóstolos e a eles açoitado, os soltou". Chegara o momento de Pedro deixar Jerusalém. Após ter trabalhado por algum tempo na Samaria, ele retornou a Jerusalém e relatou à igreja local os resultados de seu trabalho (Atos 8:14-25). Ali ele permaneceu por um período, durante o qual encontrou Paulo pela primeira vez desde a sua conversão (9:26-30; Gál. 1:18). Deixando Jerusalém novamente, ele partiu em uma jornada missionária para Lida e Jope (Atos 9:32-43). Em seguida, ele é chamado a abrir as portas da igreja cristã aos gentios, por meio da admissão de Cornélio de Cesareia (cap. 10). Após permanecer por algum tempo em Cesareia, ele retornou a Jerusalém (Atos 11:1-18), onde defendeu sua conduta em relação aos gentios. Em seguida, ouvimos sobre ele ter sido lançado na prisão por Herodes Agripa (12:1-19); mas, durante a noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão, e ele saiu e encontrou refúgio na casa de Maria. Ele participou das deliberações do concílio em Jerusalém (Atos 15:1-31; Gál. 2:1-10) a respeito da relação dos gentios com a igreja. Este assunto havia despertado novo interesse em Antioquia e, para a sua resolução, foi encaminhado ao concílio dos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Aqui, Paulo e Pedro se encontraram novamente. Não temos mais menções a Pedro nos Atos dos Apóstolos. Ele parece ter descido a Antioquia após o concílio em Jerusalém e, lá, ter sido culpado de dissimulação, razão pela qual foi severamente repreendido por Paulo (Gál. 2:11-16), que o "repreendeu na sua face". Depois disso, ele parece ter levado o evangelho para o oriente e ter trabalhado por um tempo na Babilônia, às margens do Eufrates (1 Pe 5:13). Não há evidências satisfatórias de que ele tenha estado em Roma. Não se sabe com certeza onde ou quando ele morreu. Provavelmente, morreu entre 64 e 67 d.C....
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