Frequentemente mencionado tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Os cães
eram utilizados pelos hebreus como vigias de suas casas (Is 56:10) e para
guardar seus rebanhos (Jó 30:1). Havia também, então como agora, matilhas de
cães semisselvagens que vagavam devorando cadáveres e as vísceras das
ruas (1 Reis 14:11; 16:4; 21:19, 23; 22:38; Sl 59:6, 14).
Como o cão era um animal impuro, os termos "cão", "cabeça de cão",
"cão morto" eram utilizados como termos de reprovação ou de humilhação
(1 Sm 24:14; 2 Sm 3:8; 9:8; 16:9). Paulo chama os falsos apóstolos de
"cães" (Fl 3:2). Aqueles que são excluídos do reino dos céus também são
assim designados (Ap 22:15). Perseguidores são chamados de "cães" (Sl 22:16).
As palavras de Hazael, "Teu servo que não passa de um cão" (2 Reis 8:13), são
proferidas em falsa humildade = seria impossível que alguém tão desprezível
quanto ele alcançasse tal poder.