No Antigo Testamento denota (1) uma parte específica do corpo
do homem e de animais (Gn 2:21; 41:2; Sl 102:5, marg.); (2) o
corpo inteiro (Sl 16:9); (3) todos os seres vivos que possuem carne,
e particularmente a humanidade como um todo (Gn 6:12, 13); (4)
mutabilidade e fraqueza (2 Cr 32:8; comp. Is 31:3; Sl 78:39). Como
sugestão da ideia de maciez, é usada na expressão
"coração de carne" (Ez 11:19). A expressão "minha carne e
meus ossos" (Jz 9:2; Is 58:7) denota parentesco.
No Novo Testamento, além disso, é também usada para denotar
o elemento pecaminoso da natureza humana em oposição ao "Espírito"
(Rm 6:19; Mt 16:17). Estar "na carne" significa estar
não renovado (Rm 7:5; 8:8, 9), e viver "segundo a
carne" é viver e agir pecaminosamente (Rm 8:4, 5, 7, 12).
Esta palavra também denota a natureza humana de Cristo (Jo 1:14,
"O Verbo se fez carne." Comp. também 1 Tm 3:16; Rm 1:3).