Assim que uma criança nascia, era lavada e esfregada com sal
(Ez. 16:4), e então envolta em faixas (Jó 38:9; Lc 2:7, 12). Uma mãe
hebreia permanecia quarenta dias em reclusão após o nascimento de um
filho, e após o nascimento de uma filha, o dobro desse número de dias.
Ao final desse período, ela entrava no tabernáculo ou templo e
oferecia um sacrifício de purificação (Lv 12:1-8; Lc 2:22). Um filho era
circuncidado no oitavo dia após o seu nascimento, sendo, assim,
consagrado a Deus (Gn 17:10-12; cf. Rm 4:11). Períodos de infortúnio
são comparados às dores de uma mulher em trabalho de parto, e períodos
de prosperidade à alegria que sucede o nascimento de um filho (Is 13:8;
Jr 4:31; Jo 16:21, 22). O nascimento natural é referido como o
emblema do novo nascimento (Jo 3:3-8; Gl 6:15; Tt 3:5, etc.).