Doutrinas

Isaque, Herdeiro da Promessa: A Pureza Pactual e a Virgem do Poço

O maravilhoso relato de Gênesis 24, e como os rigorosos cuidados de Abraão na busca da noiva para Isaque nos ensinam sobre a pureza inegociável da família da aliança.

24 de maio de 2026Equipe A Seara· 8 min leitura
Isaque, Herdeiro da Promessa: A Pureza Pactual e a Virgem do Poço
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Uma Sepultura Como Garantia e um Herdeiro Como Missão

Nas crônicas avançadas do outono existencial patriarcal, Abraão vivencia simultaneamente o luto estressante e a consumação sublime das firmes fundações redentoras. Após a dor ensurdecedora registrada em Gênesis 23 pela despedia impiedosa do falecimento estafante de sua amada intercessora e confidente, a centenária Sara, ele faz uma das maiores demonstrações cegas da teologia da fé póstuma.

Abraão não solicitou que seus ossos fossem reconduzidos saudosos e fúnebres aos prósperos sepulcros pagãos assírios do luxuoso cemitério parental caldeu lá de Ur. Ele fixou residência definitiva na morte comprando o campo com inestimáveis barras rigorosas de prata em Macpela. Segundo ressalta a majestosa pena de Charles Swindoll apontando o caráter imaculado deste ato singular abraâmico, o idoso comprou as grutas esturricadas hititas e garantiu o seu lugar escatológico nas rochas porque cria confiantemente que o Deus pactuante enxertaria gloriosamente o milhão incontável das almas eleitas nos milênios vindouros naquele exato punhado de terra desértica para abrigá-lo imortalmente.

Contudo, sua última missão terrena grandiosa e colossal pendia sobre a barraca órfã de Isaque: como forjar e salvaguardar incondicionalmente a estrita manutenção irrevogável moral daqueles que herdariam a semente imaculada do trono por quem outrora ele intercedeu apaixonadamente em Sodoma?


O Juramento de Guardar a Linhagem

A longa narrativa que permeia o gigantesco capítulo 24 do Livro Sagrado atesta veementemente e exaustivamente um repúdio inegociável absoluto aos intercâmbios laicistas mesclados que devorariam a casa sã de Israel se lá fossem incrustados. Já exausto perante a senilidade terminal se aproximando, Abraão chama seu leal e honrado capitão-mor da casa (provavelmente o memorável e velho damasceno Eliézer) e impõe perante os seus calcanhares doloridos patriarcais na coxa uma obrigação intransigível em juramento mortal (v.2-4).

A imperativa obrigação estipulava que ele jamais, em hipótese cabal, conceberia que as belas, esguias, atrativíssimas moças fenícias, hititas amorreias e da escória depravada idólatra generalizada cananeias mesclassem sedutoramente seus ventres com o resguardo promissor de repouso pactuado e separado guardado fielmente vivo no acampamento do único de seu jovem sucessor! A pureza inviolável litúrgica não era exclusividade altiva separatista pedante mesquinha hebraica egoísta (onde todos provieram falhos em Adão e são salvos na infinita graça imerecida). O cerco visava preservar intactamente a santidade sem macula da frágil encubadora onde as entranhas teceriam, de fato, muito tempo nos ventres futuros a reluzente estrela real dos céus: O Cristo Salvador prometido irrevogavelmente ao patriarca no deserto para todas as incontáveis gerações desamparadas selarem as chagas e perdoarem na encarnação vindoura.

Deste ensinamento extrai-se uma solidez exaustiva: Os nossos pares e a formatação matrimonial abençoada cristã exigem categoricamente não sucumbir aos afagos do julgo e mescla das culturas de Babilônia mortas na idolatria (2 Coríntios 6:14), pois lares são manjedouras morais onde perpetuamos formidavelmente a devoção profética inquebrável legada formidavelmente pela herança gloriosa sã.


A Providência Silenciosa do Servo Perfeito no Poço

Nas poeiras reluzentes amareladas de Naor o estressante enredo repousa maravilhosamente na confiabilidade humilde da submissão exaustiva premente intercessora do venerável capataz na sua prece de exaustão camelo afora à beira poço sedento. "Oh, Deus fiel do mestre Abrão, faze resplandecer a benção certa na donzela certa no abebedouro nesta tarde para glória dele e consolo no acampamento" (Gênesis 24:12).

Em meio às correrias apressadas frenéticas formosas femininas carregantes dos pesados e rotineiros cântaros diários na porta de Arã mesopotâmica, Rebeca ressurge lindamente, pura e desarmada na candura e em esplendoroso compasso solícito providente indescritível sem saber atenta servindo e suprindo esgotada uma fileira dromedária com inúmeros pesados galões com centenas aguaradas! Sem um raio angelical descido que berrasse fulgurantemente anunciando as sortes dos desígnios na areia seca, a orquestração providencial secreta majestática teológica (onde a providência silente age imperativa costurando nas coincidências exatas não miraculosas mas infalivelmente precisas e ordenadas no cosmos pelas engrenagens Divinas de amor) respondeu em completude imediata cega na resposta silenciosa do Criador do pachtual amor eterno.

A formosura premente ali ressaltada contundentemente jamais reside apenas no esplendor jovial visual indescritivelmente agradável atraente (ela era belíssima), resplandece majoritariamente imponente ao testificarmos inequivocamente, o espírito de Rebeca alinhado solidamente prestativo incrustado nas servidões hospitaleiras humildes diligentes abnegadas nobres imortais para com cansados estranhos não remuneráveis (ela não precisava servir toda uma cansativa caravana ressequente). O caráter irretocável que ela formou ali longe dos holofotes pavimentou eximiamente as pedras indestrutíveis para edificar com peso altivo os pilares morais perante todo o império celestial isaqueano eterno.


FAQ

Qual a simbologia teológica grandiosa clássica presente no capítulo gigante exaustivo 24 de relato do Servo em Gênesis em torno de Isaque e a noiva das águas? Na escatologia cristocêntrica teocêntrica a imensa passagem das tendas reflete uma alegoria riquíssima abençoadora indissociável tipológica assombrosa! O Pai Grandioso Supremo do Paraíso (O Abraão arquétipo real celestial) não poupa as imensuráveis riquezas indescritíveis despachadas infalivelmente pelo Servo anônimo glorioso intercessor consolador (O Espírito Santo provedor Consolador infatigável infalível), para que comissionado vá longe aos impérios distantes espalhados imundos e selecione, converta apaixonadamente amarrando no anel pactual de Graça a formosa Noiva de vestidos longos perdoados ataviados (Nós, Eleitos amados miseráveis perdoados e ataviados que compomos A inominável Igreja de Graça), e a transporte jubilosamente protegida no seu curso infalível para que ceie e abrace arrebatadora nas formosuras imarcescíveis as campinas deslumbrantes o ressurreto Seu Único e Supremo Amado Herdeiro incontestável Soberano absoluto de Todas Coisas dos Céus a esperar nos pastos puros: "Isaque" O Cristo Triunfal!

Por qual motivo drástico os cananeus, mesmos dotando vizinhança próspera, amigável aos tratos comerciais como Anre prestativo das terras com Abraão em amistosidade respeitosa exterior, deveriam ser banidos letalmente das colchas do sucessor? Sua benevolência secular era incontestavelmente útil nos tratos civis; sua fétida podridão necrópole cultual devorava o céu (ver lidas hediondas assustadoras detestadas escandalosas divinas nos registros contínuos incisivos das listas negras terríveis de perversidade extrema proféticas alertadas inequivocamente em Deuteronômio e na condenação exaustiva fatal profética exposta inequivocamente premente de antemão em Gênesis 15:16 acerca aos temíveis Amorreus devorados sanguinários pagãos idólatras da imolação humana generalizada).

Como traduzir a angústia desesperada de preservação matrimonial sábia da estirpe de Abraão contra o perigo do casamento precipitado hodierno da Mídia efêmera moderna evangélica utilitária de afetos fluidos egoicos narcisistas das vitrines frívolas online das redes de paixão secular moderna pragmática descompromissada e infalível com promessas de divorcio? A grande máxima exala do pranto e das buscas irrenunciáveis fiéis submissas dos envolvidos. Não existe promessa frouxa conjugal celestial ou casamentos fortes inquebrantáveis se o pacto forjado repousar unicamente escravizado em arrebatamentos românticos sensoriais fúlgidos frágeis desamparados carnais falidos com prazo curto sem fundações; o leito sólido exaustivo edifica grandioso ao submeter integralmente todo avassalador jugo infeliz às ordens impopulares santas exclusivas abnegadas de sacrifício cruzado perante Aquele imutável Ser Onipresente, orando perseverante exaustivo com dedicação humilde inquebrável nas fornalhas como Eliézer providente ajoelhado implorando infatigavelmente pela Vontade excelsa diretiva indissolúvel aos lados do abebedouro até a noite findar ressoando glória (Sl 37:5)!


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Providência
Significa literalmente previsão, mas é geralmente usada para denotar a preservação e o governo de Deus sobre todas as coisas por meio de causas secundárias (Sl. 18:35; 63:8; Atos 17:28; Col. 1:17; Hb. 1:3). A providência de Deus estende-se ao mundo natural (Sl. 104:14; 135:5-7; Atos 14:17), à criação bruta (Sl. 104:21-29; Mt. 6:26; 10:29), e aos assuntos dos homens (1 Cr. 16:31; Sl. 47:7; Pv. 21:1; Jó 12:23; Dn. 2:21; 4:25), e dos indivíduos (1 Sm. 2:6; Sl. 18:30; Lc. 1:53; Tg. 4:13-15). Estende-se também às ações livres dos homens (Êx. 12:36; 1 Sm. 24:9-15; Sl. 33:14, 15; Pv. 16:1; 19:21; 20:24; 21:1), e a coisas pecaminosas (2 Sm. 16:10; 24:1; Rm. 11:32; Atos 4:27, 28), bem como às suas boas ações (Fl. 2:13; 4:13; 2 Co. 12:9, 10; Ef. 2:10; Gl. 5:22-25). No que diz respeito às ações pecaminosas dos homens, elas são representadas como ocorrendo por permissão de Deus (Gn. 45:5; 50:20. Comp. 1 Sm. 6:6; Êx. 7:13; 14:17; Atos 2:3; 3:18; 4:27, 28), e como controladas (Sl. 76:10) e subvertidas para o bem (Gn. 50:20; Atos 3:13). Deus não causa nem aprova o pecado, mas apenas o limita, restringe e o subverte para o bem. O modo do governo providencial de Deus é completamente inexplicado. Sabemos apenas que é um fato que Deus governa todas as suas criaturas e todas as suas ações; que este governo é universal (Sl. 103:17-19), particular (Mt. 10:29-31), eficaz (Sl. 33:11; Jó 23:13), abrange eventos aparentemente contingentes (Pv. 16:9, 33; 19:21; 21:1), é consistente com a sua própria perfeição (2 Tm. 2:13) e para a sua própria glória (Rm. 9:17; 11:36). Salmos Os salmos são a produção de vários autores. "Apenas uma parte do Livro de Salmos reivindica Davi como seu autor. Outros poetas inspirados em gerações sucessivas adicionaram, ora uma, ora outra contribuição à coleção sagrada e, assim, na sabedoria da Providência, ela reflete mais completamente cada fase da emoção e das circunstâncias humanas do que poderia de outra forma." Mas é especialmente a Davi e aos seus contemporâneos que devemos este livro precioso. Nos "títulos" dos salmos, cuja autenticidade não há razão suficiente para duvidar, 73 são atribuídos a Davi. Pedro e João (Atos 4:25) atribuem a ele também o segundo salmo, que é um dos 48 que são anônimos. Cerca de dois terços de toda a coleção foram atribuídos a Davi. Os Salmos 39, 62 e 77 são endereçados a Jedutum, para serem cantados segundo o seu modo ou em seu coro. Os Salmos 50 e 73-83 são endereçados a Asafe, como mestre de seu coro, para serem cantados no culto a Deus. Os "filhos de Corá", que formavam uma parte proeminente dos cantores coatitas (2 Cr. 20:19), foram encarregados da organização e do canto dos Sl. 42, 44-49, 84, 85, 87 e 88. Em Lucas 24:44, a palavra "salmos" refere-se aos Hagiógrafos, isto é, as escrituras sagradas, uma das seções nas quais os judeus dividiram o Antigo Testamento. (Veja BÍBLIA.) Não se pode provar que nenhum dos salmos seja de data posterior ao tempo de Esdras e Neemias; portanto, toda a coleção estende-se por um período de cerca de 1.000 anos. Há no Novo Testamento 116 citações diretas do Saltério. O Saltério é dividido, por analogia ao Pentateuco, em cinco livros, cada um encerrando com uma doxologia ou bênção: (1.) O primeiro livro compreende os primeiros 41 salmos, todos os quais são atribuídos a Davi, exceto o 1, 2, 10 e 33, que, embora anônimos, também podem ser atribuídos a ele. (2.) O segundo livro consiste nos 31 salmos seguintes (42-72), dos quais 18 são atribuídos a Davi e 1 a Salomão (o 72º). Os demais são anônimos. (3.) O terceiro livro contém 17 salmos (73-89), dos quais o 86º é atribuído a Davi, o 88º a Hemã, o ezraíta, e o 89º a Etã, o ezraíta. (4.) O quarto livro também contém 17 salmos (90-106), dos quais o 90º é atribuído a Moisés, e o 101º e o 103º a Davi. (5.) O quinto livro contém os salmos restantes, 44 em número. Destes, 15 são atribuídos a Davi, e o 127º a Salomão. O Sl. 136 é geralmente chamado de "o grande halel". Mas o Talmud inclui também os Sl. 120-135. Os Sl. 113-118, inclusive, constituem o "halel" recitado nas três grandes festas, na lua nova e nos oito dias da festa da dedicação. "Presume-se que estas diversas coleções foram feitas em tempos de alta vida religiosa: a primeira, provavelmente, próximo ao fim da vida de Davi; a segunda nos dias de Salomão; a terceira pelos cantores de Josafá (2 Cr. 20:19); a quarta pelos homens de Ezequias (29, 30, 31); e a quinta nos dias de Esdras." O ritual mosaico não prevê o serviço do canto no culto a Deus. Davi foi quem primeiro ensinou a Igreja a cantar os louvores do Senhor. Ele introduziu, pela primeira vez, a música e o canto no ritual do tabernáculo. Diversos nomes são atribuídos aos salmos. (1.) Alguns trazem a designação hebraica *shir* (Gr. *ode*, um cântico). Treze possuem este título. Significa o fluxo da fala, por assim dizer, em linha reta ou em uma cadência regular. Este título inclui tanto cânticos seculares quanto sagrados. (2.) Cinquenta e oito salmos trazem a designação (Heb.) *mitsmor* (Gr. *psalmos*, um salmo), uma ode lírica, ou um cântico posto em música; um cântico sagrado acompanhado por um instrumento musical. (3.) O Sl. 145, e muitos outros, possuem a designação (Heb.) *tehillah* (Gr. *hymnos*, um hino), significando um cântico de louvor; um cântico cujo pensamento predominante é o louvor a Deus. (4.) Seis salmos (16, 56-60) possuem o título (Heb.) *michtam* (q.v.). (5.) O Sl. 7 e Hab. 3 trazem o título (Heb.) *shiggaion* (q.v.). Saltério Um instrumento musical, supondo-se ter sido um tipo de lira, ou uma harpa de doze cordas. A palavra hebraica *nebhel*, assim vertida, é traduzida como "viola" em Is. 5:12 (R.V., "alaúde"); 14:11. Em Dn. 3:5, 7, 10, 15, a palavra assim vertida é caldaica, *pesanterin*, que se supõe ser uma palavra de origem grega denotando um instrumento do tipo harpa....
Ler verbete →
Graça
(1.) De forma ou pessoa (Prov. 1:9; 3:22; Sl. 45:2). (2.) Favor, bondade, amizade (Gên. 6:8; 18:3; 19:19; 2 Tim. 1:9). (3.) A misericórdia perdoadora de Deus (Rom. 11:6; Ef. 2:5). (4.) O evangelho distinguindo-se da lei (João 1:17; Rom. 6:14; 1 Ped. 5:12). (5.) Dons gratuitamente concedidos por Deus; como milagres, profecia, línguas (Rom. 15:15; 1 Cor. 15:10; Ef. 3:8). (6.) Virtudes cristãs (2 Cor. 8:7; 2 Ped. 3:18). (7.) A glória que haverá de ser revelada (1 Ped. 1:13)....
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Providência
Significa literalmente previsão, mas é geralmente usada para denotar a preservação e o governo de Deus sobre todas as coisas por meio de causas secundárias (Sl. 18:35; 63:8; Atos 17:28; Col. 1:17; Hb. 1:3). A providência de Deus estende-se ao mundo natural (Sl. 104:14; 135:5-7; Atos 14:17), à criação bruta (Sl. 104:21-29; Mt. 6:26; 10:29), e aos assuntos dos homens (1 Cr. 16:31; Sl. 47:7; Pv. 21:1; Jó 12:23; Dn. 2:21; 4:25), e dos indivíduos (1 Sm. 2:6; Sl. 18:30; Lc. 1:53; Tg. 4:13-15). Estende-se também às ações livres dos homens (Êx. 12:36; 1 Sm. 24:9-15; Sl. 33:14, 15; Pv. 16:1; 19:21; 20:24; 21:1), e a coisas pecaminosas (2 Sm. 16:10; 24:1; Rm. 11:32; Atos 4:27, 28), bem como às suas boas ações (Fl. 2:13; 4:13; 2 Co. 12:9, 10; Ef. 2:10; Gl. 5:22-25). No que diz respeito às ações pecaminosas dos homens, elas são representadas como ocorrendo por permissão de Deus (Gn. 45:5; 50:20. Comp. 1 Sm. 6:6; Êx. 7:13; 14:17; Atos 2:3; 3:18; 4:27, 28), e como controladas (Sl. 76:10) e subvertidas para o bem (Gn. 50:20; Atos 3:13). Deus não causa nem aprova o pecado, mas apenas o limita, restringe e o subverte para o bem. O modo do governo providencial de Deus é completamente inexplicado. Sabemos apenas que é um fato que Deus governa todas as suas criaturas e todas as suas ações; que este governo é universal (Sl. 103:17-19), particular (Mt. 10:29-31), eficaz (Sl. 33:11; Jó 23:13), abrange eventos aparentemente contingentes (Pv. 16:9, 33; 19:21; 21:1), é consistente com a sua própria perfeição (2 Tm. 2:13) e para a sua própria glória (Rm. 9:17; 11:36). Salmos Os salmos são a produção de vários autores. "Apenas uma parte do Livro de Salmos reivindica Davi como seu autor. Outros poetas inspirados em gerações sucessivas adicionaram, ora uma, ora outra contribuição à coleção sagrada e, assim, na sabedoria da Providência, ela reflete mais completamente cada fase da emoção e das circunstâncias humanas do que poderia de outra forma." Mas é especialmente a Davi e aos seus contemporâneos que devemos este livro precioso. Nos "títulos" dos salmos, cuja autenticidade não há razão suficiente para duvidar, 73 são atribuídos a Davi. Pedro e João (Atos 4:25) atribuem a ele também o segundo salmo, que é um dos 48 que são anônimos. Cerca de dois terços de toda a coleção foram atribuídos a Davi. Os Salmos 39, 62 e 77 são endereçados a Jedutum, para serem cantados segundo o seu modo ou em seu coro. Os Salmos 50 e 73-83 são endereçados a Asafe, como mestre de seu coro, para serem cantados no culto a Deus. Os "filhos de Corá", que formavam uma parte proeminente dos cantores coatitas (2 Cr. 20:19), foram encarregados da organização e do canto dos Sl. 42, 44-49, 84, 85, 87 e 88. Em Lucas 24:44, a palavra "salmos" refere-se aos Hagiógrafos, isto é, as escrituras sagradas, uma das seções nas quais os judeus dividiram o Antigo Testamento. (Veja BÍBLIA.) Não se pode provar que nenhum dos salmos seja de data posterior ao tempo de Esdras e Neemias; portanto, toda a coleção estende-se por um período de cerca de 1.000 anos. Há no Novo Testamento 116 citações diretas do Saltério. O Saltério é dividido, por analogia ao Pentateuco, em cinco livros, cada um encerrando com uma doxologia ou bênção: (1.) O primeiro livro compreende os primeiros 41 salmos, todos os quais são atribuídos a Davi, exceto o 1, 2, 10 e 33, que, embora anônimos, também podem ser atribuídos a ele. (2.) O segundo livro consiste nos 31 salmos seguintes (42-72), dos quais 18 são atribuídos a Davi e 1 a Salomão (o 72º). Os demais são anônimos. (3.) O terceiro livro contém 17 salmos (73-89), dos quais o 86º é atribuído a Davi, o 88º a Hemã, o ezraíta, e o 89º a Etã, o ezraíta. (4.) O quarto livro também contém 17 salmos (90-106), dos quais o 90º é atribuído a Moisés, e o 101º e o 103º a Davi. (5.) O quinto livro contém os salmos restantes, 44 em número. Destes, 15 são atribuídos a Davi, e o 127º a Salomão. O Sl. 136 é geralmente chamado de "o grande halel". Mas o Talmud inclui também os Sl. 120-135. Os Sl. 113-118, inclusive, constituem o "halel" recitado nas três grandes festas, na lua nova e nos oito dias da festa da dedicação. "Presume-se que estas diversas coleções foram feitas em tempos de alta vida religiosa: a primeira, provavelmente, próximo ao fim da vida de Davi; a segunda nos dias de Salomão; a terceira pelos cantores de Josafá (2 Cr. 20:19); a quarta pelos homens de Ezequias (29, 30, 31); e a quinta nos dias de Esdras." O ritual mosaico não prevê o serviço do canto no culto a Deus. Davi foi quem primeiro ensinou a Igreja a cantar os louvores do Senhor. Ele introduziu, pela primeira vez, a música e o canto no ritual do tabernáculo. Diversos nomes são atribuídos aos salmos. (1.) Alguns trazem a designação hebraica *shir* (Gr. *ode*, um cântico). Treze possuem este título. Significa o fluxo da fala, por assim dizer, em linha reta ou em uma cadência regular. Este título inclui tanto cânticos seculares quanto sagrados. (2.) Cinquenta e oito salmos trazem a designação (Heb.) *mitsmor* (Gr. *psalmos*, um salmo), uma ode lírica, ou um cântico posto em música; um cântico sagrado acompanhado por um instrumento musical. (3.) O Sl. 145, e muitos outros, possuem a designação (Heb.) *tehillah* (Gr. *hymnos*, um hino), significando um cântico de louvor; um cântico cujo pensamento predominante é o louvor a Deus. (4.) Seis salmos (16, 56-60) possuem o título (Heb.) *michtam* (q.v.). (5.) O Sl. 7 e Hab. 3 trazem o título (Heb.) *shiggaion* (q.v.). Saltério Um instrumento musical, supondo-se ter sido um tipo de lira, ou uma harpa de doze cordas. A palavra hebraica *nebhel*, assim vertida, é traduzida como "viola" em Is. 5:12 (R.V., "alaúde"); 14:11. Em Dn. 3:5, 7, 10, 15, a palavra assim vertida é caldaica, *pesanterin*, que se supõe ser uma palavra de origem grega denotando um instrumento do tipo harpa....
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Casamento
Foi instituído no Paraíso quando o homem estava na inocência (Gên. 2:18-24). Aqui temos o seu estatuto original, que foi confirmado por nosso Senhor como a base sobre a qual todas as regulamentações devem ser formuladas (Mat. 19:4, 5). É evidente que a monogamia era a lei original do casamento (Mat. 19:5; 1 Cor. 6:16). Esta lei foi violada em tempos posteriores, quando práticas corruptas começaram a ser introduzidas (Gên. 4:19; 6:2). Encontramos a prevalência da poligamia e do concubinato na era patriarcal (Gên. 16:1-4; 22:21-24; 28:8, 9; 29:23-30, etc.). A poligamia foi reconhecida na lei mosaica e tornou-se a base da legislação, e continuou a ser praticada ao longo de todo o período da história judaica até o Cativeiro, após o qual não há registros de tais casos. Parece ter sido a prática desde o início que os pais selecionassem esposas para seus filhos (Gên. 24:3; 38:6). Às vezes, as propostas também eram iniciadas pelo pai da donzela (Êx. 2:21). Os irmãos da donzela também eram por vezes consultados (Gên. 24:51; 34:11), mas o consentimento dela não era exigido. O jovem era obrigado a pagar um preço ao pai da donzela (31:15; 34:12; Êx. 22:16, 17; 1 Sam. 18:23, 25; Rute 4:10; Os. 3:2). Sobre esses costumes patriarcais, a lei mosaica não fez alterações. Nos tempos pré-mosaicos, quando as propostas eram aceitas e o preço do matrimônio pago, o noivo podia vir imediatamente e levar sua noiva para sua própria casa (Gên. 24:63-67). Mas, em geral, o casamento era celebrado por um banquete na casa dos pais da noiva, para o qual todos os amigos eram convidados (29:22, 27); e, no dia do casamento, a noiva, oculta sob um véu espesso, era conduzida à casa de seu futuro marido. Nosso Senhor corrigiu muitas noções falsas então existentes sobre o assunto do matrimônio (Mat. 22:23-30), e estabeleceu-o como uma instituição divina nos mais altos fundamentos. Os apóstolos declaram claramente e impõem os deveres nupciais de marido e mulher (Ef. 5:22-33; Col. 3:18, 19; 1 Pe 3:1-7). Diz-se que o matrimônio é "honroso" (Heb. 13:4), e a sua proibição é observada como uma das marcas de tempos degenerados (1 Tm 4:3). A relação matrimonial é usada para representar a união entre Deus e seu povo (Is. 54:5; Jer. 3:1-14; Os. 2:9, 20). No Novo Testamento, a mesma figura é empregada para representar o amor de Cristo por seus santos (Ef. 5:25-27). A Igreja dos remidos é a "Noiva, a esposa do Cordeiro" (Ap. 19:7-9)....
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