Encontrada em Jz. 21:21, 23; Sl. 30:11; 149:3; 150:4; Jr. 31:4,
13, etc., como a tradução de *hul*, que aponta para o
movimento giratório das danças sagradas orientais. É a tradução
de uma palavra (*rakad'*) que significa saltitar ou pular de alegria, em Ec.
3:4; Jó 21:11; Is. 13:21, etc.
No Novo Testamento, é da mesma maneira a tradução de
diferentes palavras gregas: movimento circular (Lc. 15:25); saltar para cima
e para baixo em conjunto (Mt. 11:17), e por uma única pessoa (Mt.
14:6).
É mencionada como simbólica de regozijo (Ec. 3:4. Cf. Sl.
30:11; Mt. 11:17). Os hebreus tinham suas danças sagradas
expressivas de alegria e gratidão, nas quais as executantes eram
usualmente mulheres (Êx. 15:20; 1 Sm. 18:6).
A dança antiga era muito diferente daquela comum entre as nações ocidentais. Era, geralmente, parte apenas das mulheres (Êx. 15:20; Jz. 11:34; comp. 5:1). Daí a peculiaridade da conduta de Davi ao dançar diante da arca do Senhor (2 Sam. 6:14). As mulheres participavam com seus panderos. Mical deveria, de acordo com o exemplo de Miriã e de outras, ter ela própria liderado o coro feminino, em vez de manter-se afastada na ocasião e "olhar pela janela". Davi liderou o coro "descoberto", isto é, vestindo apenas o éfode ou a túnica de linho. Ele pensou apenas na honra de Deus e esqueceu de si mesmo.
Tendo sido reservada para ocasiões de culto religioso e festividade, a dança passou gradualmente a ser praticada na vida comum em ocasiões de regozijo (Jer. 31:4). Os sexos entre os judeus sempre dançavam separadamente. A filha de Herodias dançou sozinha (Mat. 14:6).