(Heb. plural *goyim*). A princípio, a palavra *goyim* denotava, geralmente,
todas as nações do mundo (Gên. 18:18; cf. Gál. 3:8). Posteriormente, os
judeus tornaram-se um povo distinguido de maneira marcante dos demais
*goyim*. Eram um povo separado (Lev. 20:23; 26:14-45; Deut. 28), e as
outras nações, os amorreus, hititas, etc., eram os *goyim*, os gentios,
com quem os judeus estavam proibidos de se associar de qualquer forma
(Jos. 23:7; 1 Reis 11:2). A prática da idolatria era a característica
dessas nações e, por isso, a palavra passou a designar idólatras
(Sl. 106:47; Jer. 46:28; Lam. 1:3; Is. 36:18), os ímpios (Sl. 9:5,
15, 17).
A palavra grega correspondente no Novo Testamento, *ethne*, possui
matizes de significado semelhantes. Em Atos 22:21, Gál. 3:14, denota
os povos da terra em geral; e em Mt. 6:7, um idólatra. No uso moderno,
a palavra denota todas as nações que são estranhas à religião revelada.