Originalmente, o Criador concedeu ao homem o uso do mundo vegetal
para alimentação (Gên. 1:29), com a exceção mencionada
(2:17). O uso de alimentos de origem animal provavelmente não era
desconhecido pelos antediluvianos. Há, porém, uma lei distinta
sobre o assunto dada a Noé após o Dilúvio (Gên. 9:2-5). Diversos
itens alimentares utilizados na era patriarcal são mencionados em
Gên. 18:6-8; 25:34; 27:3, 4; 43:11. Quanto à alimentação dos
israelitas no Egito, veja Êx. 16:3; Núm. 11:5. No deserto, seu
alimento comum foi miraculosamente provido por meio do maná.
Eles também tiveram codornizes (Êx. 16:11-13; Núm. 11:31).
Na lei de Moisés, há regulamentações especiais quanto aos
animais a serem utilizados para alimentação (Lev. 11; Deut. 14:3-21).
Aos judeus também era proibido utilizar como alimento qualquer
coisa que tivesse sido consagrada a ídolos (Êx. 34:15), ou animais
que tivessem morrido de doença ou tivessem sido despedaçados por
feras (Êx. 22:31; Lev. 22:8). (Veja também, para outras restrições,
Êx. 23:19; 29:13-22; Lev. 3:4-9; 9:18, 19; 22:8; Deut. 14:21.) Mas,
além dessas restrições, eles tiveram uma ampla concessão de Deus
(Deut. 14:26; 32:13, 14).
Os alimentos eram preparados para o consumo de diversas maneiras. Os cereais eram, por vezes, consumidos sem qualquer preparo (Lev. 23:14; Deut. 23:25; 2 Reis 4:42). Os vegetais eram cozidos por fervura (Gên. 25:30, 34; 2 Reis 4:38, 39), e, da mesma forma, outros itens alimentares eram preparados para o consumo (Gên. 27:4; Prov. 23:3; Ezeq. 24:10; Luc. 24:42; Jo. 21:9). Os alimentos também eram preparados por assamento (Êx. 12:8; Lev. 2:14). (Veja COZINHAR.)