Na Bíblia, denota uma mulher conjugalmente unida a um homem, mas em
uma relação inferior à de uma esposa. Entre os primeiros judeus,
por diversas causas, a diferença entre uma esposa e uma
concubina era menos acentuada do que seria entre nós. A
concubina era uma esposa de escalão secundário. Há várias leis
registradas que proviam a sua proteção (Êx 21:7; Dt 21:10-14) e
estabeleciam limites para a relação que mantinham com a casa à
qual pertenciam (Gn 21:14; 25:6). Elas não tinham autoridade na
família, nem podiam participar do governo doméstico.
A causa imediata do concubinato pode ser depreendida das histórias conjugais de Abraão e Jacó (Gên. 16; 30). Mas, com o passar do tempo, o costume do concubinato degenerou, e leis foram criadas para restringi-lo e regulá-lo (Êx. 21:7-9).
O Cristianismo restaurou a instituição sagrada do matrimônio ao seu caráter original, e o concubinato é classificado junto aos pecados de fornicação e adultério (Mat. 19:5-9; 1 Cor. 7:2).