No Novo Testamento, o instrumento de crucificação e, portanto,
utilizado para a própria crucificação de Cristo (Ef. 2:16; Hb. 12:2;
1 Cor. 1:17, 18; Gl. 5:11; 6:12, 14; Fl. 3:18). A palavra é
também utilizada para denotar qualquer aflição ou provação severa (Mt. 10:38;
16:24; Mc. 8:34; 10:21).
As formas nas quais a cruz é representada são estas:
1. A crux simplex (I), uma "peça única sem travessa".
2. A crux decussata (X), ou cruz de Santo André.
3. A crux commissa (T), ou cruz de Santo Antônio.
4. A crux immissa (t), ou cruz latina, que foi o tipo de
cruz na qual nosso Salvador morreu. Acima da cabeça de nosso Senhor, na
viga projetada, foi colocado o "título". (Veja CRUCIFICAÇÃO.)
Após a conversão, chamada, de Constantino, o Grande (313 a.C.), a cruz passou a ser utilizada pela primeira vez como um emblema do cristianismo. Ele fingiu, em um momento crítico, ter visto nos céus uma cruz flamejante com a inscrição "In hoc signo vinces", isto é, "Por este sinal vencerás", e que, na noite seguinte, o próprio Cristo apareceu e ordenou que ele adotasse o sinal desta cruz como seu estandarte. Dessa forma, um novo estandarte, chamado Labarum, foi consequentemente confeccionado e carregado pelos exércitos romanos. Este permaneceu como o estandarte do exército romano até a queda do império ocidental. Ele ostentava o monograma bordado de Cristo, isto é, as duas primeiras letras gregas de seu nome, X e P (qui e rô), com o Alfa e o Ômega. (Veja A.)