Filho de Jair, da tribo de Benjamim. Tem-se alegado que ele foi levado para o cativeiro com Jeconias e, portanto, que deveria ter pelo menos cento e vinte e nove anos de idade no décimo segundo ano de Assuero (Xerxes). Mas as palavras de Ester não levam necessariamente a essa conclusão. Foi provavelmente de Quish que se disse (v. 6) que ele "fora levado no cativeiro".
Ele residia em Susã, a metrópole da Pérsia. Adotou sua prima Hadassa (Ester), uma criança órfã, a quem criou ternamente como se fosse sua própria filha. Quando ela foi levada ao harém do rei e tornou-se rainha no lugar da deposta rainha Vasti, ele foi promovido a algum cargo na corte de Assuero, e foi um daqueles que "estavam sentados à porta do rei" (Ester 2:21). Enquanto exercia esse cargo, descobriu uma conspiração dos eunucos para matar o rei, a qual, por sua vigilância, foi frustrada. Seus serviços ao rei nesta questão foram devidamente registrados nos arquivos reais.
Haman (q.v.), o agaguita, havia sido elevado à posição mais alta na corte. Mordecai recusou-se a curvar-se diante dele; e Haman, sentindo-se profundamente atingido pela conduta de Mordecai, resolveu concretizar a sua morte em uma destruição total dos exilados judeus por todo o império persa (Ester 3:8-15). Notícias deste cruel plano logo chegaram aos ouvidos de Mordecai, que comunicou a Rainha Ester a respeito disso e, por meio de sua sábia e audaz intervenção, o plano foi frustrado. Os judeus foram livrados da destruição, Mordecai foi elevado a um alto cargo, e Haman foi executado na forca que ele, antecipadamente, havia erguido para Mordecai (6:2-7:10). Em memória da notável libertação assim operada para eles, os judeus celebram até hoje a festa (9:26-32) de Purim (q.v.).