(= Khudur-Lagamar das inscrições), rei de Elão. Muitos
séculos antes da era de Abraão, Canaã e até mesmo a
península sinaítica haviam sido conquistados por reis babilônios, e
no tempo do próprio Abraão a Babilônia era governada por uma dinastia
que reivindicava a soberania sobre a Síria e a Palestina. Os reis
da dinastia portavam nomes que não eram babilônios, mas simultaneamente
arábicos do sul e hebreus. O rei mais famoso da dinastia foi
Hamurabi, que unificou a Babilônia sob um único governo e tornou
Babilônia a sua capital. Quando ele ascendeu ao trono, o país
estava sob a suserania dos elamitas e estava dividido em
dois reinos: o de Babilônia (a Sinear bíblica) e o de
Larsa (a Elasar bíblica). O rei de Larsa era Eri-Aku
("o servo do deus-lua"), filho de um príncipe elamita,
Kudur-Mabug, que é intitulado "o pai da terra dos
amorreus". Uma tabuleta recentemente descoberta enumera entre os
inimigos de Hamurabi, Kudur-Lagamar ("o servo da
deusa Lagamar") ou Quedorlaomer, Eri-Aku ou Arioque, e
Tudkhula ou Tidal. Hamurabi, cujo nome também é lido como
Ammi-rapaltu ou Amrapel por alguns estudiosos, conseguiu
vencer Eri-Aku e expulsar os elamitas da Babilônia.
Assurbanipal, o último dos conquistadores assírios, menciona em
duas inscrições que tomou Susa 1635 anos depois que
Kedor-nakhunta, rei de Elão, havia conquistado a Babilônia. Foi no
ano 660 a.C. que Assurbanipal tomou Susa.