Forma anglicizada da palavra grega *diaconos*, significando um "corredor",
"mensageiro", "servo". Por um longo período, existiu um sentimento de ciúme
mútuo entre os "hebreus", ou judeus propriamente ditos, que falavam a língua
sagrada da Palestina, e os "helenistas", ou judeus de fala grega, que haviam
adotado a língua grega e liam a versão Septuaginta da Bíblia em vez do
hebraico. Esse ciúme manifestou-se precocemente na comunidade cristã.
Alegou-se, por parte dos helenistas, que suas viúvas estavam sendo
negligenciadas na distribuição diária de esmolas. Esse espírito precisava
ser contido. Consequentemente, os apóstolos aconselharam os discípulos a
procurar sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria prática, que assumissem a responsabilidade total por essa
distribuição, deixando-os livres para se dedicarem inteiramente às funções
espirituais de seu ofício (Atos 6:1-6). Assim foi feito. Sete homens foram
escolhidos, que, a julgar por seus nomes, parecem ter sido helenistas. O
nome "diácono" não é aplicado a eles em lugar algum no Novo Testamento;
eles são simplesmente chamados de "os sete" (21:8). Seu ofício era, a
princípio, secular, mas posteriormente tornou-se também espiritual; pois,
entre outras qualificações, eles também devem ser "aptos para ensinar"
(1 Timóteo 3:8-12). Tanto Filipe quanto Estêvão, que faziam parte "dos
sete", pregaram; eles realizaram "o trabalho de evangelistas".