A primeira ocasião em que lemos sobre uma prisão é na história de José no Egito. Então Potifara, "o senhor de José, prendeu-o e o lançou na prisão, lugar onde estavam presos os prisioneiros do rei" (Gn 39:20-23). A palavra hebraica aqui utilizada (*sohar*) significa, propriamente, uma torre redonda ou fortaleza. Parece ter sido parte da casa de Potifara, um lugar onde eram mantidos os prisioneiros do Estado.
A lei mosaica não previa a prisão como punição. No deserto, duas pessoas foram "postas sob custódia" (Lev. 24:12; Núm. 15:34), mas foi apenas até que a vontade de Deus a respeito delas fosse averiguada. Prisões e prisioneiros são mencionados no livro de Salmos (69:33; 79:11; 142:7). Sansão foi confinado em uma prisão filisteia (Jzg. 16:21, 25). Na história subsequente de Israel, referências frequentes são feitas a prisões (1 Reis 22:27; 2 Reis 17:4; 25:27, 29; 2 Crôn. 16:10; Isa. 42:7; Jer. 32:2). As prisões parecem ter sido comuns nos tempos do Novo Testamento (Mt. 11:2; 25:36, 43). Os apóstolos foram colocados na "prisão comum" por instância do conselho judaico (Atos 5:18, 23; 8:3); e em Filipos, Paulo e Silas foram lançados na "prisão interior" (16:24; cf. 4:3; 12:4, 5).