A terra alta ou montanhas, uma cidade na terra de Sinear. Tem sido identificada com os montes de Akker Kuf, a cerca de 50 milhas ao norte da Babilônia; mas isso é duvidoso. Foi uma das cidades do reino de Nimrod (Gn 10:10). Situava-se próxima ao Eufrates, oposta a Sippara. (Veja SEFARVAIM.)
É também o nome do país do qual esta cidade era a capital, a saber, a Babilônia setentrional ou superior. Os acádios, que vieram das "montanhas do oriente", onde a arca repousou, atingiram um alto grau de civilização. Nas inscrições babilônicas, eles são chamados de "as cabeças negras" e "os rostos negros", em contraste com "a raça branca" de ascendência semítica. Inventaram a forma de escrita em hieróglifos pictóricos, e também o sistema cuneiforme, no qual escreveram muitos livros, em parte em papiro e em parte em argila. Os babilônios semitas ("a raça branca"), ou, como pensam alguns estudiosos, primeiro os cusitas e, posteriormente, como uma segunda imigração, os semitas, invadiram e conquistaram este país; e então a língua acádia deixou de ser uma língua falada, embora, por causa de seus tesouros literários, tenha continuado a ser estudada pelas classes instruídas da Babilônia. Uma grande parte das tabuletas ninivitas trazidas à luz pela pesquisa oriental consiste em traduções interlineares ou paralelas do acádio para o assírio; e assim, aquela língua há muito esquecida foi recuperada por estudiosos. Ela pertence à classe de línguas chamadas aglutinativas, comuns à raça taurânica; isto é, consiste em palavras "coladas", sem declinação ou conjugação. Estas tabuletas ilustram, de maneira notável, a história antiga. Entre outros registros notáveis, elas contêm um relato da Criação que se assemelha estreitamente ao dado no livro de Gênesis, do Sábado como dia de descanso, e do Dilúvio e sua causa. (Veja BABILÔNIA; CALDEIA.)