A forma de usá-la foi definitivamente prescrita aos judeus
(Lev. 19:27; 21:5). Daí a importância da descrição de Ezequiel
(5:1-4) sobre a "navalha", isto é, os agentes de uma providência
irada sendo usados contra a culpada nação dos judeus. Fazia
parte do asseio diário de um judeu ungir sua barba com óleo
e perfume (Sl. 133:2). As barbas eram aparadas com o cuidado
mais fastidioso (2 Sam. 19:24), e a negligência com elas era um
indício de profunda tristeza (Is. 15:2; Jr. 41:5). O costume era
raspar ou arrancar os pelos como sinal de luto (Is. 50:6;
Jr. 48:37; Esdras 9:3). As barbas dos embaixadores de Davi foram
cortadas por Hanum (2 Sam. 10:4) como marca de indignidade.
Por outro lado, os egípcios raspavam cuidadosamente os pelos de seus rostos, e obrigavam seus escravos a fazerem o mesmo (Gên. 41:14).