(Inglês Antigo e Holandês *God*; Dinamarquês *Gud*; Alemão *Gott*), o nome do
Ser Divino. É a tradução (1) do hebraico *'El*, de uma
palavra que significa ser forte; (2) de *'Eloah*, plural *'Elohim*. A
forma singular, *Eloah*, é usada apenas em poesia. A forma plural é
mais comumente utilizada em todas as partes da Bíblia. A palavra hebraica
*Jehovah* (v. a), a única outra palavra geralmente empregada para denotar
o Ser Supremo, é uniformemente traduzida na *Authorized Version* por "SENHOR" (LORD),
impresso em versaletes. A existência de Deus é pressuposta na Bíblia. Não há em lugar nenhum
qualquer argumento para prová-la. Aquele que não crê nesta verdade é descrito
como alguém desprovido de entendimento (Sl. 14:1).
Os argumentos geralmente aduzidos por teólogos como prova da
existência de Deus são:
(1.) O argumento *a priori*, que é o testemunho fornecido pela
razão.
(2.) O argumento *a posteriori*, pelo qual procedemos logicamente
dos fatos da experiência para as causas. Estes argumentos são:
(a) O cosmológico, pelo qual se prova que deve haver uma
Causa Primeira de todas as coisas, pois todo efeito deve ter uma causa.
(b) O teleológico, ou o argumento do design. Vemos
em toda parte as operações de uma Causa inteligente na natureza.
(c) O argumento moral, chamado também de argumento antropológico, baseado na consciência moral e na história da humanidade, a qual exibe uma ordem e um propósito morais que só podem ser explicados sob a suposição da existência de Deus. A consciência e a história humana testificam que "certamente há um Deus que julga na terra".
Os atributos de Deus são expostos ordenadamente por Moisés em Êx. 34:6, 7. (veja também Deut. 6:4; 10:17; Núm. 16:22; Êx. 15:11; 33:19; Isa. 44:6; Hab. 3:6; Sl. 102:26; Jó 34:12.) Eles também são classificados sistematicamente em Ap. 5:12 e 7:12.
Os atributos de Deus são referidos por alguns como absolutos, isto é, aqueles que pertencem à sua essência como Jeová, Jah, etc.; e relativos, isto é, aqueles que lhe são atribuídos em relação às suas criaturas. Outros os distinguem em comunicáveis, isto é, aqueles que podem ser transmitidos em certo grau às suas criaturas: bondade, santidade, sabedoria, etc.; e incomunicáveis, que não podem ser assim transmitidos: independência, imutabilidade, imensidade e eternidade. Eles são, por alguns, também divididos em atributos naturais, eternidade, imensidade, etc.; e morais, santidade, bondade, etc.
Divindade
(Atos 17:29; Rom. 1:20; Col. 2:9), o ser essencial ou a natureza de Deus.