📖 Dicionário Bíblico de Easton

Jonas, Livro de

M.G. Easton, 1897294 palavras~1 min de leituraDomínio Público

Este livro propõe-se a relatar o que de fato ocorreu na experiência do profeta. Alguns críticos buscaram interpretar o livro como uma parábola ou alegoria, e não como um relato histórico. Eles o fizeram por várias razões. Assim, (1) alguns o rejeitam sob a alegação de que o elemento miraculoso está tão amplamente presente nele, e que sua forma não é profética, mas narrativa; (2) outros, negando inteiramente a possibilidade de milagres, sustentam que, portanto, não pode ser história verídica.

Jonas e sua história são mencionados por nosso Senhor (Mt 12:39, 40; Lc 11:29), fato ao qual deve ser atribuído o maior peso. É impossível interpretar essa referência sob qualquer outra teoria. Este único argumento é de importância suficiente para resolver toda a questão. Nenhuma teoria concebida com o propósito de livrar-se de dificuldades pode subsistir diante de tal prova de que o livro é uma história verídica.

Há todos os motivos para acreditar que este livro foi escrito pelo próprio Jonas. Ele relata (1) sua comissão divina para ir a Nínive, sua desobediência e a punição subsequente (1:1-17); (2) sua oração e livramento miraculoso (1:17-2:10); (3) a segunda comissão que lhe foi dada, e sua pronta obediência em entregar a mensagem de Deus, e seus resultados no arrependimento dos ninivitas, e a misericórdia longânime de Deus para com eles (cap. 3); (4) o descontentamento de Jonas com a decisão misericordiosa de Deus, e a repreensão dirigida ao profeta impaciente (cap. 4). Nínive foi poupada após a missão de Jonas por mais de um século. A história de Jonas pode perfeitamente ser considerada "como parte daquele grande movimento progressivo que existia antes da Lei e sob a Lei; que ganhou força e volume à medida que a plenitude dos tempos se aproximava", Perowne's Jonah.

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Dicionário Bíblico de Easton
M.G. Easton · 1897 · Domínio Público · Traduzido por IA (Gemma 4) e revisado pela equipe A Seara.