Uma das três relações especiais nas quais Cristo se coloca em relação ao seu
povo. O ofício de Cristo como mediador compreende três diferentes
funções, a saber, as de profeta, sacerdote e rei. Estas não são
três funções distintas, mas três funções do único
ofício de mediador.
Cristo é Rei e Cabeça soberano sobre a sua Igreja e sobre todas as coisas para a sua Igreja (Ef. 1:22; 4:15; Cl. 1:18; 2:19). Ele exerce este reinado mediador em sua Igreja, sobre sua Igreja e sobre todas as coisas em favor de sua Igreja. Esta realeza difere daquela que lhe pertence essencialmente como Deus, pois lhe foi dada pelo Pai como recompensa por sua obediência e sofrimentos (Fp. 2:6-11), e tem como seu objeto especial a edificação e a glória de sua Igreja redimida. Ela se vincula, ademais, não à sua natureza divina como tal, mas à sua pessoa como Deus-homem.
O reino mediador de Cristo pode ser considerado como compreendendo: (1) seu reino de poder, ou seu governo providencial do universo; (2) seu reino de graça, que é inteiramente espiritual em seus súditos e administração; e (3) seu reino de glória, que é a consumação de toda a sua administração providencial e graciosa.
Cristo sustentou e exerceu a função de Rei mediador, bem como de Profeta e Sacerdote, desde o momento da queda do homem, quando iniciou sua obra mediadora; contudo, pode-se dizer que ele foi pública e formalmente entronizado quando ascendeu às alturas e sentou-se à direita do Pai (Sl. 2:6; Jr. 23:5; Is. 9:6), após sua obra de humilhação e sofrimento na terra ter sido "concluída".