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Quem Foi Moisés? A História do Homem que Falou com Deus

Conheça a história completa de Moisés: do cesto no Nilo à sarça ardente, do Egito ao Monte Sinai. Biografa bíblica com lições práticas para sua vida cristã.

24 de março de 2026Equipe A Seara· 18 min leitura
Quem Foi Moisés? A História do Homem que Falou com Deus
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Quem Foi Moisés?

Moisés é o maior líder que Israel já conheceu — e um dos personagens mais fascinantes de toda a Escritura. Profeta, libertador, legislador, intercessor e autor dos cinco primeiros livros da Bíblia, ele foi o homem a quem Deus escolheu para tirar dois milhões de escravos do império mais poderoso da terra e transformá-los em uma nação santa.

Mas o que torna Moisés verdadeiramente extraordinário não é o que ele fez — é quem ele era antes de fazer qualquer coisa. Antes de abrir o Mar Vermelho, Moisés era um fugitivo. Antes de receber os Dez Mandamentos, era um pastor de ovelhas sem perspectiva. Antes de confrontar Faraó, era um homem que gaguejava e dizia: "Eu não sei falar."

A história de Moisés é a prova de que Deus não procura pessoas prontas. Ele procura pessoas disponíveis — e Ele mesmo as torna prontas.

"O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com o seu amigo."Êxodo 33:11 (ARA)


Os Três Atos da Vida de Moisés

A tradição judaica divide os 120 anos de Moisés em três atos perfeitos de 40 anos cada. Essa divisão não é arbitrária — ela revela o padrão de Deus na formação de um líder:

Ato Idade Período O que Deus fez
Ato 1 0-40 Palácio do Egito Deus o preparou como ninguém — educação de elite, poder político
Ato 2 40-80 Deserto de Midiã Deus o esvaziou — quebrou seu orgulho, ensinou dependência
Ato 3 80-120 Liderança de Israel Deus o usou — depois de pronto, realizou o impossível

A maioria de nós quer pular do Ato 1 para o Ato 3. Queremos o poder sem o deserto. O ministério sem a morte do ego. Deus não funciona assim. Ele passou mais tempo esvaziando Moisés (40 anos no deserto) do que o usando (40 anos liderando Israel).

Aplicação prática: Se você está no "deserto" — um período de espera, de anonimato, de aparente inutilidade — não interprete como fracasso. Pode ser a sala de aula mais importante da sua vida. Deus não desperdiça desertos.


Ato 1: O Príncipe do Egito (0-40 anos)

Um Bebê Condenado à Morte

Moisés nasceu em uma das horas mais sombrias da história de Israel. Faraó havia decretado que todo menino hebreu deveria ser lançado no Nilo (Êxodo 1:22). O plano era simples e brutal: genocídio para impedir que os escravos hebreus se tornassem numerosos demais.

Joquebede, a mãe de Moisés, fez algo que só uma mãe desesperada e cheia de fé faria: construiu um pequeno cesto de juncos, impermeabilizou-o com betume e piche, colocou seu bebê dentro e o lançou no mesmo rio que deveria matá-lo. A ironia é poderosa — o instrumento de morte tornou-se o instrumento de salvação.

A palavra hebraica usada para "cesto" é tevah (תֵּבָה) — a mesma palavra usada para a arca de Noé. Não é coincidência. Assim como Noé foi salvo das águas do juízo em uma tevah, Moisés foi salvo das águas da morte em uma tevah. O autor bíblico está dizendo: este bebê é o começo de uma nova salvação.

A Providência Absurda

A filha de Faraó encontrou o cesto. Qualquer outra princesa egípcia teria seguido a ordem do pai e afogado a criança. Mas Deus moveu o coração dela — e mais: Miriã, a irmã de Moisés, apareceu na hora exata para sugerir uma ama-de-leite hebraica. Quem foi chamada? A própria mãe de Moisés, Joquebede.

O resultado é quase cômico na sua genialidade divina: Faraó pagou para que a mãe de Moisés criasse o próprio filho. A tirania financiou sua própria destruição.

Educação de Elite

Atos 7:22 revela que Moisés "foi instruído em toda a ciência dos egípcios, e era poderoso em palavras e obras." O Egito era a civilização mais avançada do mundo antigo — matemática, astronomia, engenharia, administração, retórica, direito militar. Moisés recebeu a melhor formação possível na face da terra.

Deus não desperdiçou esses 40 anos de palácio. Moisés precisaria de cada habilidade aprendida no Egito para liderar milhões de pessoas no deserto — logística, organização, negociação, justiça. Mas a educação sozinha não o qualificava. Faltava algo que nenhuma universidade ensina: quebrantamento.


Ato 2: O Fugitivo no Deserto (40-80 anos)

O Homicídio que Mudou Tudo

Aos 40 anos, Moisés tentou ser libertador à sua maneira. Viu um egípcio maltratando um hebreu, matou o egípcio e escondeu o corpo na areia (Êxodo 2:12). No dia seguinte, quando tentou apartar dois hebreus que brigavam, ouviu a frase que arruinou todos os seus planos: "Quem te constituiu líder e juiz sobre nós? Queres matar-me como mataste o egípcio?" (Êxodo 2:14).

Moisés fugiu para Midiã. A sentença parecia definitiva: de príncipe a fugitivo. De líder potencial a pastor de ovelhas no fim do mundo. De alguém "poderoso em palavras e obras" a um anônimo no deserto.

O Deserto como Sala de Aula

O que Moisés fez por 40 anos em Midiã? Pastoreou ovelhas. Parece um desperdício épico — um homem com PhD no Egito cuidando de cabras no deserto. Mas Deus estava fazendo algo que só o deserto pode fazer:

O que o Egito ensinou O que o deserto ensinou
Autoconfiança Dependência total de Deus
"Eu sou capaz" "Sem Ti, nada posso"
Liderança pelo poder Liderança pela humildade
Velocidade e resultado Paciência e processo
A sabedoria dos homens A voz de Deus

O deserto matou o "príncipe do Egito" — e nasceu o servo de Deus. É impossível exagerar a importância disso. Moisés aos 40 anos se achava pronto para libertar Israel. Moisés aos 80 se achava incapaz de qualquer coisa. E foi exatamente quando se declarou incapaz que Deus disse: "Agora você está pronto."

Aplicação prática: Quando Deus permite que você perca a autoconfiança, não é para destruí-lo — é para transferir sua confiança para o lugar certo. O líder que Deus usa não é o que confia em si mesmo, mas o que confia absolutamente no Deus que o chamou.


Ato 3: O Libertador de Israel (80-120 anos)

A Sarça que Ardia e Não Se Consumia

Êxodo 3 é um dos capítulos mais importantes de toda a Bíblia. Moisés, aos 80 anos, encontra uma sarça que arde em fogo sem se consumir. A imagem é teologicamente carregada:

  • A sarça — um arbusto espinhoso do deserto, sem valor. Representa Israel (e cada um de nós): ordinário, sem atratividade, cheio de espinhos.
  • O fogo — a presença de Deus. Não consome a sarça porque o fogo divino não destrói aquilo que habita — Ele transforma.
  • A conjunção — Deus habita no ordinário. Ele não precisou de um cedro do Líbano ou de um templo egípcio. Escolheu um arbusto espinhento.

É ali que Deus revela Seu nome: YHWH"EU SOU O QUE SOU" (Êxodo 3:14). O nome que não depende de nada externo. O Deus que simplesmente É — eterno, autossuficiente, soberano. Na teologia pentecostal, esse é o Deus que se revela pessoalmente, que fala diretamente, que chama pelo nome.

As Cinco Desculpas de Moisés

O que acontece quando Deus chama Moisés é um dos diálogos mais humanos da Bíblia. Moisés apresenta cinco desculpas — e Deus derruba cada uma:

Desculpa de Moisés Resposta de Deus
"Quem sou eu?" (3:11) "EU serei contigo" — Não importa quem você é; importa quem EU sou
"Qual é o Teu nome?" (3:13) "EU SOU O QUE SOU" — Eu me revelo a quem eu quero
"Eles não vão crer" (4:1) Sinais miraculosos — vara em serpente, mão leprosa, água em sangue
"Eu não sei falar" (4:10) "Quem fez a boca do homem?" — Eu capacito quem eu chamo
"Envia outro" (4:13) Deus se ira — e provê Arão como porta-voz

Aplicação prática: Suas desculpas para não servir a Deus provavelmente se encaixam em uma dessas cinco categorias. E a resposta de Deus é a mesma para cada uma: "EU sou suficiente." O chamado de Deus nunca depende da sua capacidade — depende da Dele.

As Dez Pragas e a Libertação

As dez pragas não são apenas milagres espetaculares — são um julgamento sistemático contra os deuses do Egito. Cada praga atingiu um deus egípcio específico:

Praga Deus Egípcio Atingido
Água em sangue Hápi (deus do Nilo)
Rãs Heket (deusa com cabeça de rã)
Piolhos Geb (deus da terra)
Moscas Khepri (deus escaravelho)
Peste nos animais Hathor (deusa vaca)
Úlceras Isis (deusa da cura)
Saraiva Nut (deusa do céu)
Gafanhotos Osíris (deus da vegetação)
Trevas Rá (deus-sol — o deus supremo)
Morte dos primogênitos Faraó (considerado deus vivo)

A mensagem é devastadora: nenhum deus do Egito pode resistir a YHWH. O confronto Moisés vs. Faraó não é político — é teológico. É o Deus verdadeiro desmantelando, praga por praga, todo o panteão egípcio.

A décima praga — a morte dos primogênitos — só encontra proteção no sangue do cordeiro pascal (Êxodo 12). É aqui que nasce a Páscoa — e é aqui que o Novo Testamento encontra sua tipologia mais poderosa: "Cristo, nossa Páscoa, foi imolado por nós" (1 Coríntios 5:7). O sangue que protegeu Israel no Egito aponta para o sangue de Cristo que nos protege do juízo eterno.


Moisés e o Espírito Santo

Uma dimensão frequentemente ignorada da vida de Moisés é sua relação com o Espírito Santo. Em Números 11:17, Deus toma do Espírito que estava sobre Moisés e distribui sobre os 70 anciãos. Dois deles — Eldade e Medade — começaram a profetizar no arraial, e Josué pediu que Moisés os impedisse.

A resposta de Moisés é uma das declarações mais proféticas do Antigo Testamento:

"Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor pusesse o seu Espírito sobre eles!"Números 11:29

Esse desejo de Moisés se cumpriu no dia de Pentecostes (Atos 2), quando o Espírito Santo foi derramado sobre toda a carne — homens e mulheres, jovens e velhos, servos e livres. O que era privilégio de poucos no Antigo Testamento tornou-se herança de todos os crentes na Nova Aliança. Na perspectiva pentecostal, Números 11:29 é a profecia-mãe do avivamento.


A Mansidão de Moisés

Números 12:3 registra algo surpreendente: "Moisés era muito manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra." O homem que confrontou Faraó, que abriu mares, que subiu montanhas em chamas — este homem era o mais manso da terra.

Na Bíblia, mansidão (anavah em hebraico) não é fraqueza — é força sob controle. É a pessoa que tem poder mas não abusa dele. Que pode reagir mas escolhe esperar em Deus. Que é atacada e não revida.

Moisés foi calunniado pela própria irmã Miriã e pelo próprio irmão Arão (Números 12:1-2). Sua resposta? Silêncio. Ele não se defendeu. Quem o defendeu foi Deus — ferindo Miriã com lepra e repreendendo ambos.

Aplicação prática: A mansidão não é omissão — é confiança de que Deus é o seu defensor. Quando você é caluniado, atacado ou desrespeitado na igreja, na família ou no trabalho, não precisa se vingar. O Deus de Moisés é o mesmo Deus que defende você.


O Pecado que Custou Canaã

Uma das cenas mais tristes das Escrituras está em Números 20. O povo reclama de sede — mais uma vez. Deus manda Moisés falar à rocha para que jorre água. Mas Moisés, irado com o povo, bate na rocha — duas vezes — dizendo: "Ouvi, rebeldes: porventura faremos sair água desta rocha?" (Números 20:10).

A água saiu. Mas Deus disse: "Porque não crestes em mim, para me santificar diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes dei" (Números 20:12).

Moisés perdeu a entrada na Terra Prometida por um momento de ira. Parece desproporcional? Considere:

  1. A rocha representava Cristo — Paulo confirma em 1 Coríntios 10:4: "a rocha era Cristo." Cristo foi ferido uma vez na cruz; daí em diante, basta falar (orar) para que a água da vida flua. Bater na rocha novamente é negar a suficiência do sacrifício de Cristo.
  2. Moisés disse "faremos" — tomou para si a glória que era de Deus. Líderes que confundem a glória de Deus com a própria sempre pagam um preço alto.
  3. A ira tornou-se desobediência — Deus disse "fala", mas a raiva fez Moisés agir por conta própria. A ira que não é controlada transforma até homens mansos em desobedientes.

Aplicação prática: Se o homem mais manso da terra caiu pela ira, qualquer um pode cair. Guardar o coração contra a ira não é opcional — é questão de destino espiritual.


O Legado de Moisés

Moisés morreu no Monte Nebo, aos 120 anos, com a visão perfeita e a força intacta (Deuteronômio 34:7). Deus mesmo o sepultou — e ninguém sabe a localização do túmulo até hoje. É o único funeral na Bíblia conduzido pessoalmente por Deus.

A avaliação divina é definitiva: "Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conhecera face a face" (Deuteronômio 34:10) — até que veio Jesus, o Profeta maior que Moisés (Deuteronômio 18:15; Atos 3:22).

Moisés Jesus
Libertou Israel do Egito Liberta a humanidade do pecado
Mediou a Antiga Aliança Media a Nova Aliança
Passou pelo Mar Vermelho Passou pela morte e ressurreição
Deu o maná no deserto É o Pão da Vida
Intercedeu por Israel Intercede por nós no céu
Subiu ao Sinai para receber a Lei Subiu ao monte para pregar a Graça (Sermão do Monte)

FAQ

Moisés realmente existiu historicamente? Sim. Embora não existam registros egípcios diretos com o nome "Moisés" (o que é esperado — o Egito apagava memórias de derrotas), evidências arqueológicas como a Estela de Merneptá (1208 a.C.) confirmam a existência de Israel como povo no período compatível com o Êxodo. O nome "Moisés" (Mosheh) tem etimologia egípcia legítima — a raiz mes/mose (filho de) aparece em nomes faraônicos como Tutmósis e Ramsés.

Moisés escreveu o Pentateuco inteiro? A tradição judaica e cristã atribui os cinco primeiros livros (Gênesis a Deuteronômio) a Moisés, e Jesus confirma essa autoria (João 5:46-47; Marcos 12:26). É possível que edições menores tenham sido feitas após sua morte (como o relato de seu sepultamento em Deuteronômio 34), mas a autoria mosaica substancial é afirmada pela Escritura.

Por que Deus foi tão duro com Moisés por bater na rocha? Porque a ação de Moisés distorceu a tipologia de Cristo. A rocha era ferida uma vez (Êxodo 17:6) — representando o sacrifício único e suficiente de Cristo na cruz. Bater novamente comunicava que o sacrifício de Cristo precisaria ser repetido, o que Hebreus 10:10 nega categoricamente. Quanto maior o privilégio, maior a responsabilidade.

Moisés aparece no Novo Testamento? Sim! Moisés aparece na Transfiguração de Jesus (Mateus 17:1-8), conversando com Cristo ao lado de Elias. Ele representa a Lei, enquanto Elias representa os Profetas — e ambos apontam para Jesus como cumprimento de toda a Escritura. Judas 9 também menciona controvérsia sobre o corpo de Moisés após sua morte.


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Moisés
Retirado (ou egípcio *mesu*, "filho"; daí Rameses, filho real). A convite do Faraó (Gn 45:17-25), Jacó e seus filhos desceram ao Egito. Esta imigração ocorreu provavelmente cerca de 350 anos antes do nascimento de Moisés. Alguns séculos antes de José, o Egito havia sido conquistado por uma raça semita pastoral da Ásia, os Hicsos, que submeteram cruelmente os egípcios nativos, que eram de raça africana. Jacó e sua comitiva estavam acostumados à vida de pastor e, ao chegarem ao Egito, foram recebidos com favor pelo rei, que lhes designou a "melhor parte da terra", a terra de Gósen, para habitarem. O rei hicsó ou "pastor" que assim demonstrou favor a José e sua família foi, com toda a probabilidade, o Faraó Apópi (ou Apopis). Assim favorecidos, os israelitas começaram a "multiplicar-se excessivamente" (Gn 47:27) e expandiram-se para o oeste e sul. Com o tempo, a supremacia dos Hicsos chegou ao fim. Aos descendentes de Jacó foi permitido manter a posse de Gósen sem perturbações, mas, após a morte de José, a sua posição não foi tão favorável. Os egípcios começaram a desprezá-los, e iniciou-se o período de sua "aflição" (Gn 15:13). Foram severamente oprimidos. Continuaram, porém, a aumentar em número, e "a terra encheu-se deles" (Êx 1:7). Os egípcios nativos viam-nos com desconfiança, de modo que sentiram todas as dificuldades de uma luta pela existência. Com o passar do tempo, "levantou-se um rei [provavelmente Seti I.] que não conhecia José" (Êx. 1:8). (Veja FARAÓ.) As circunstâncias do país eram tais que este rei julgou necessário enfraquecer seus súditos israelitas, oprimindo-os e reduzindo gradualmente o seu número. Consequentemente, foram tornados escravos públicos e foram empregados em suas inúmeras construções, especialmente na ereção de cidades-armazéns, templos e palácios. Os filhos de Israel foram forçados a servir com rigor. Suas vidas tornaram-se amargas com a dura servidão, e "todo o serviço em que os fizeram servir foi com rigor" (Êx. 1:13, 14). Mas esta cruel opressão não teve o resultado esperado de reduzir o seu número. Pelo contrário, "quanto mais os egípcios os afligiam, tanto mais eles se multiplicavam e cresciam" (Êx. 1:12). O rei tentou, em seguida, por meio de um acordo feito secretamente com a corporação de parteiras, provocar a destruição de todas as crianças hebreias do sexo masculino que pudessem nascer. Mas o desejo do rei não foi rigorosamente executado; as crianças do sexo masculino foram poupadas pelas parteiras, de modo que "o povo se multiplicou" mais do que nunca. Assim frustrado, o rei emitiu uma proclamação pública convocando o povo a dar a morte a todas as crianças hebreias do sexo masculino, lançando-as ao rio (Êx 1:22). Mas nem mesmo por este edito o propósito do rei foi alcançado. Uma das famílias hebreias para as quais este cruel edito do rei trouxe grande alarme foi a de Anrão, da família dos coatitas (Êx. 6:16-20), que, com sua esposa Joquebede e dois filhos, Miriã, uma menina de talvez quinze anos de idade, e Arão, um menino de três anos, residia em ou perto de Mênfis, a capital daquela época. Neste lar tranquilo, nasceu um menino (1571 a.C.). Sua mãe o escondeu na casa por três meses, longe do conhecimento das autoridades civis. Mas quando a tarefa de ocultação tornou-se difícil, Joquebede planejou colocar seu filho sob a atenção da filha do rei, construindo para ele uma arca de juncos, a qual ela colocou entre as plantas que cresciam na margem do rio, no local onde a princesa costumava descer para se banhar. Seu plano foi bem-sucedido. A filha do rei "viu a criança; e eis que a criança chorava". A princesa (veja FILHA DO FARAÓ ) enviou Miriã, que estava por perto, para buscar uma ama. Ela foi e trouxe a mãe da criança, a quem a princesa disse: "Leva esta criança e amamenta-a para mim, e eu te darei o teu salário". Assim, o filho de Joquebede, a quem a princesa chamou de "Moisés", isto é, "Salvo das águas" (Êx. 2:10), foi finalmente devolvido a ela. Assim que chegou o tempo natural para o desmame da criança, ele foi transferido da humilde morada de seu pai para o palácio real, onde foi criado como filho adotivo da princesa, provavelmente acompanhado por sua mãe, que ainda cuidava dele. Ele cresceu em meio a toda a grandiosidade e agitação da corte egípcia, mantendo, porém, provavelmente uma comunhão constante com sua mãe, o que era de suma importância para a sua crença religiosa e seu interesse por seus "irmãos". Sua educação, sem dúvida, teria sido cuidadosamente supervisionada, e ele teria desfrutado de todas as vantagens de treinamento, tanto para o seu corpo quanto para a sua mente. Por fim, tornou-se "douto em toda a sabedoria dos egípcios" (Atos 7:22). O Egito possuía, então, dois principais centros de ensino, ou universidades, em um dos quais, provavelmente o de Heliópolis, sua educação foi concluída. Moisés, tendo agora cerca de vinte anos de idade, passou mais de vinte anos antes de ganhar destaque na história bíblica. Esses vinte anos foram provavelmente dedicados ao serviço militar. Há uma tradição registrada por Josefo de que ele assumiu a liderança na guerra que era então travada entre o Egito e a Etiópia, na qual ganhou renome como um general habilidoso e tornou-se "poderoso em obras" (Atos 7:22). Após o término da guerra na Etiópia, Moisés retornou à corte egípcia, onde poderia razoavelmente esperar ser agraciado com honras e enriquecido com riquezas. Mas "sob a corrente suave de sua vida até então, uma vida de alternância entre o luxo na corte e a dureza comparativa no acampamento e no cumprimento de seus deveres militares, pairava, da infância à juventude, e da juventude à maturidade, um descontentamento secreto, talvez uma ambição secreta". Moisés, em meio a todo o seu entorno egípcio, jamais esquecera, jamais desejara esquecer, que era hebreu. Ele resolveu agora familiarizar-se com a condição de seus compatriotas, e "saiu aos seus irmãos e atentou para as suas cargas" (Êx 2:11). Esta turnê de inspeção revelou-lhe a cruel opressão e a escravidão sob as quais eles gemiam em toda parte, e não poderia deixar de impor-lhe a séria consideração de seu dever para com eles. Chegara o momento de ele se unir a eles em causa comum, para que pudesse, assim, ajudar a quebrar o jugo da escravidão. Ele fez sua escolha consequentemente (Hb 11:25-27), certo de que Deus abençoaria sua resolução em prol do bem-estar de seu povo. Ele deixou então o palácio do rei e estabeleceu sua morada, provavelmente na casa de seu pai, como um dos membros do povo hebreu que, por quarenta anos, vinha sofrendo cruéis injustiças nas mãos dos egípcios. Ele não podia permanecer indiferente ao estado das coisas ao seu redor e, saindo um dia ao encontro do povo, sua indignação foi despertada contra um egípcio que maltratava um hebreu. Impulsivamente, ele levantou a mão e matou o egípcio, escondendo seu corpo na areia. No dia seguinte, saiu novamente e encontrou dois hebreus brigando entre si. Rapidamente descobriu que o ato do dia anterior era de conhecimento geral. Chegou aos ouvidos do Faraó (o "grande Ramsés", Ramsés II), que "procurou matar Moisés" (Êx 2:15). Movido pelo medo, Moisés fugiu do Egito e dirigiu-se à terra de Midiã, a parte sul da península do Sinai, provavelmente seguindo quase a mesma rota pela qual, quarenta anos depois, conduziria os israelitas ao Sinai. Ele foi providencialmente conduzido a encontrar um novo lar com a família de Reuel, onde permaneceu por quarenta anos (Atos 7:30), sendo inconscientemente treinado para a grande obra de sua vida. De repente, o anjo do Senhor apareceu a ele na sarça ardente (Êx. 3) e o comissionou a descer ao Egito e "tirar os filhos de Israel" da escravidão. A princípio, ele não quis ir, mas, por fim, obedeceu à visão celestial e deixou a terra de Midiã (4:18-26). No caminho, ele foi encontrado por Arão (q.v.) e pelos anciãos de Israel (27-31). Ele e Arão tinham uma tarefa árdua diante de si; mas o Senhor estava com eles (cap. 7-12), e a multidão resgatada partiu em triunfo. (Veja ÊXODO.) Após uma jornada repleta de acontecimentos de um lado para o outro no deserto, vemo-los, finalmente, acampados nas planícies de Moabe, prontos para atravessar o Jordão rumo à Terra Prometida. Ali, Moisés dirigiu-se aos anciãos reunidos (Deut. 1:1-4; 5:1-26:19; 27:11-30:20) e deu ao povo seus últimos conselhos, e então recitou o grande cântico (Deut. 32), revestindo em palavras adequadas as profundas emoções de seu coração em tal momento, e em retrospectiva a uma história tão maravilhosa quanto aquela na qual ele desempenhara um papel tão conspícuo. Então, após abençoar as tribos (33), ele sobe ao "monte Nebo (q.v.), ao topo do Pisga, que está defronte a Jericó" (34:1), e dali contempla a terra. "Jeová mostrou-lhe toda a terra de Gileade, até Dã, e todo o Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés, e toda a terra de Judá, até o mar mais distante, e o sul, e a planície do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar" (Deut. 34:2-3), a magnífica herança das tribos das quais ele fora, por tanto tempo, o líder; e ali morreu, contando cento e vinte anos de idade, conforme a palavra do Senhor, e foi sepultado pelo Senhor "num vale na terra de Moabe, defronte a Bete-Peor" (34:6). O povo lamentou por ele durante trinta dias. Assim morreu "Moisés, o homem de Deus" (Dt 33:1; Js 14:6). Ele se distinguiu por sua mansidão, paciência e firmeza, e "perseverou como vendo aquele que é invisível". "Não surgiu em Israel profeta algum como Moisés, a quem o Senhor conheceu face a face, em todos os sinais e prodígios que o Senhor o enviou a fazer na terra do Egito, a Faraó e a todos os seus servos, e a toda a sua terra, e em toda aquela mão poderosa, e em todo o grande terror que Moisés manifestou diante de todo o Israel" (Dt 34:10-12). O nome de Moisés ocorre frequentemente nos Salmos e nos Profetas como o principal dos profetas. No Novo Testamento, ele é referido como o representante da lei e como um tipo de Cristo (Jo 1:17; 2 Co 3:13-18; Hb 3:5, 6). Moisés é a única personagem no Antigo Testamento a quem Cristo se assemelha (Jo 5:46; cf. Dt 18:15, 18, 19; At 7:37). Em Hb 3:1-19, essa semelhança com Moisés é exposta em vários detalhes. Em Judas 1:9, faz-se menção a uma contenda entre Miguel e o diabo a respeito do corpo de Moisés. Supõe-se que essa disputa tenha tido referência ao ocultamento do corpo de Moisés, a fim de evitar a idolatria....
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A fé é, em geral, a persuasão da mente de que certa afirmação é verdadeira (Fil. 1:27; 2 Tess. 2:13). Sua ideia primária é a confiança. Algo é verdadeiro e, portanto, digno de confiança. Ela admite muitos graus, até a plena certeza da fé, de acordo com a evidência na qual se baseia. A fé é o resultado do ensino (Rm 10:14-17). O conhecimento é um elemento essencial em toda fé, e às vezes é mencionado como um equivalente à fé (Jo 10:38; 1 Jo 2:3). No entanto, as duas se distinguem neste aspecto: que a fé inclui em si o assentimento, que é um ato da vontade além do ato do entendimento. O assentimento à verdade é da essência da fé, e o fundamento último sobre o qual repousa o nosso assentimento a qualquer verdade revelada é a veracidade de Deus. A fé histórica é a apreensão e o assentimento a certas afirmações que são consideradas meros fatos da história. A fé temporária é aquele estado mental que é despertado nos homens (ex: Félix) pela exposição da verdade e pela influência da simpatia religiosa, ou por aquilo que às vezes é denominado a operação comum do Espírito Santo. A fé salvífica é assim chamada porque tem a vida eterna inseparavelmente conectada a ela. Não pode ser melhor definida do que nas palavras do Breve Catecismo da Assembleia: "A fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual recebemos e descansamos somente nele para a salvação, conforme ele nos é oferecido no evangelho." O objeto da fé salvadora é toda a Palavra revelada de Deus. A fé a aceita e nela crê como a verdade mais segura. Mas o ato especial de fé que une a Cristo tem como seu objeto a pessoa e a obra do Senhor Jesus Cristo (João 7:38; Atos 16:31). Este é o ato específico de fé pelo qual um pecador é justificado diante de Deus (Rm 3:22, 25; Gl 2:16; Fp 3:9; Jo 3:16-36; At 10:43; 16:31). Neste ato de fé, o crente apropria-se e descansa somente em Cristo como Mediador em todos os seus ofícios. Este assentimento ou crença na verdade recebida mediante o testemunho divino sempre esteve associado a um profundo senso de pecado, a uma visão distinta de Cristo, a uma vontade consentinte e a um coração amoroso, juntamente com a confiança em, o confiar em, ou o repousar em Cristo. É esse estado de espírito no qual um pobre pecador, consciente de seu pecado, foge de si mesmo, culpado, para Cristo, seu Salvador, e lança sobre Ele o fardo de todos os seus pecados. Consiste principalmente, não no assentimento dado ao testemunho de Deus em Sua Palavra, mas em abraçar, com confiança e dependência fiduciais, o único e só Salvador que Deus revela. Esta confiança e dependência são a essência da fé. Pela fé, o crente apropria-se de Cristo, direta e imediatamente, como seu. A fé, em seu ato direto, torna Cristo nosso. Não é uma obra que Deus graciosamente aceite em vez de uma obediência perfeita, mas é apenas a mão com a qual nos agarramos à pessoa e à obra de nosso Redentor como o único fundamento de nossa salvação. A fé salvadora é um ato moral, pois provém de uma vontade renovada, e uma vontade renovada é necessária para o assentimento crente à verdade de Deus (1 Cor. 2:14; 2 Cor. 4:4). A fé, portanto, reside na parte moral de nossa natureza tanto quanto na intelectual. A mente deve primeiro ser iluminada pelo ensino divino (João 6:44; Atos 13:48; 2 Cor. 4:6; Ef. 1:17, 18) antes que possa discernir as coisas do Espírito. A fé é necessária para a nossa salvação (Marcos 16:16), não porque haja nela qualquer mérito, mas simplesmente porque é o pecador ocupando o lugar que lhe foi atribuído por Deus, alinhando-se ao que Deus está fazendo. A garantia ou fundamento da fé é o testemunho divino, não a razoabilidade do que Deus diz, mas o simples fato de que ele o diz. A fé repousa imediatamente sobre: "Assim diz o Senhor". Mas, para que essa fé ocorra, a veracidade, a sinceridade e a verdade de Deus devem ser reconhecidas e apreciadas, juntamente com a sua imutabilidade. A palavra de Deus encoraja e instiga o pecador pessoalmente a tratar com Cristo como dom de Deus, a selar a união com ele, abraçá-lo, entregar-se a Cristo e tomar Cristo como seu. Essa palavra vem com poder, pois é a palavra do Deus que se revelou em suas obras, e especialmente na cruz. Deus deve ser crido por causa de sua palavra, mas também por causa de seu nome. A fé em Cristo assegura ao crente a libertação da condenação, ou a justificação diante de Deus; uma participação na vida que está em Cristo, a vida divina (João 14:19; Rom. 6:4-10; Ef. 4:15, 16, etc.); "paz com Deus" (Rom. 5:1); e a santificação (Atos 26:18; Gál. 5:6; Atos 15:9). Todos os que assim creem em Cristo certamente serão salvos (João 6:37, 40; 10:27, 28; Rom. 8:1). A fé=o evangelho (Atos 6:7; Rom. 1:5; Gál. 1:23; 1 Tim. 3:9; Judas 1:3)....
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Êxodo
O grande livramento operado para os filhos de Israel quando foram tirados da terra do Egito com "mão forte e com braço estendido" (Êx 12:51; Deut. 26:8; Sl 114; 136), por volta de 1490 a.C., e quatrocentos e oitenta anos (1 Reis 6:1) antes da construção do templo de Salomão. O tempo de sua estadia no Egito foi, de acordo com Êx 12:40, o período de quatrocentos e trinta anos. Na LXX, as palavras são: "A estadia dos filhos de Israel, que habitaram no Egito e na terra de Canaã, foi de quatrocentos e trinta anos"; e a versão samaritana diz: "A estadia dos filhos de Israel e de seus pais, que habitaram na terra de Canaã e na terra do Egito, foi de quatrocentos e trinta anos". Em Gên 15:13-16, o período é dado profeticamente (em números redondos) como quatrocentos anos. Esta passagem é citada por Estêvão em sua defesa perante o concílio (Atos 7:6). A cronologia da "estadia" é estimada de diversas formas. Aqueles que adotam o prazo mais longo calculam da seguinte forma: | Anos | | Da descida de Jacó ao Egito até a | morte de José 71 | | Da morte de José ao nascimento de | Moisés 278 | | Do nascimento de Moisés à sua fuga para | Midiã 40 | | Da fuga de Moisés ao seu retorno ao | Egito 40 | | Do retorno de Moisés ao Êxodo 1 | | 430 Outros defendem o período mais curto de duzentos e quinze anos, sustentando que o período de quatrocentos e trinta anos compreende os anos desde a entrada de Abraão em Canaã (ver LXX e Samaritano) até a descida de Jacó ao Egito. Eles calculam da seguinte forma: | Anos | | Da chegada de Abraão a Canaã ao nascimento de | Isaque 25 | | Do nascimento de Isaque ao de seus filhos gêmeos | Esaú e Jacó 60 | | Do nascimento de Jacó à descida ao | Egito 130 | | (215) | | Da descida de Jacó ao Egito à | morte de José 71 | | Da morte de José ao nascimento de Moisés 64 | | Do nascimento de Moisés ao Êxodo 80 | | No total... 430 Durante os quarenta anos da estadia de Moisés na terra de Midiã, os hebreus no Egito estavam sendo gradualmente preparados para a grande crise nacional que se aproximava. As pragas que sucessivamente caíram sobre a terra afrouxaram os grilhões com os quais Faraó os mantinha em escravidão e, finalmente, ele estava ansioso para que partissem. Mas os hebreus também precisavam agora estar prontos para ir. Eles eram pobres; por gerações haviam trabalhado para os egípcios sem salário. Pediram presentes aos seus vizinhos ao redor (Êx 12:35), e estes lhes foram prontamente concedidos. E então, como o primeiro passo em direção à sua organização nacional independente, observaram a festa da Páscoa, que foi agora instituída como um memorial perpétuo. O sangue do cordeiro pascal foi devidamente aspergido nos umbrais e vergas de todas as suas casas, e todos estavam dentro, aguardando o próximo movimento na execução do plano de Deus. Finalmente, o último golpe caiu sobre a terra do Egito. "Aconteceu que, à meia-noite, Jeová feriu todos os primogênitos na terra do Egito." Faraó levantou-se durante a noite, e chamou por Moisés e Arão durante a noite, e disse: "Levantai-vos e saí do meio do meu povo, tanto vós quanto os filhos de Israel; e ide, servi a Jeová, como dissestes. Tomai também os vossos rebanhos e as vossas manadas, como dissestes, e ide-vos; e abençolai-me também." Assim, Faraó (q.v.) foi completamente humilhado e abatido. Estas palavras que ele dirigiu a Moisés e Arão "parecem transparecer através das lágrimas do rei humilhado, enquanto ele lamentava seu filho arrebatado dele por uma morte tão súbita, e tremer com a sensação de impotência que sua alma orgulhosa finalmente sentiu quando a mão vingadora de Deus visitou até mesmo o seu palácio". Os egípcios aterrorizados instaram agora a partida imediata dos hebreus. No meio da festividade da Páscoa, antes do alvorecer do 15º dia do mês de Abibe (aproximadamente nosso abril), que passaria a ser para eles, doravante, o início do ano, visto que era o começo de uma nova época em sua história, cada família, com tudo o que lhe pertencia, estava pronta para a marcha, a qual começou instantaneamente sob a liderança dos chefes das tribos com suas diversas subdivisões. Eles avançaram, aumentando à medida que progrediam de todos os distritos de Gósen, por onde estavam dispersos, em direção ao centro comum. Três ou quatro dias talvez tenham transcorrido antes que todo o corpo do povo estivesse reunido em Ramessés, e pronto para partir sob a liderança de seu guia, Moisés (Êx 12:37; Núm 33:3). Esta cidade era, naquela época, a residência da corte egípcia, e foi aqui que ocorreram as entrevistas entre Moisés e o Faraó. De Ramsés, eles viajaram para Sucote (Êx 12:37), identificada com Tel-el-Maskhuta, a cerca de 12 milhas a oeste de Ismailia. (Veja PITOM.) Sua terceira estação foi Etã (q.v.), 13:20, "na orla do deserto", e provavelmente ficava um pouco a oeste da moderna cidade de Ismailia, no Canal de Suez. Aqui, eles foram ordenados a "voltar e acampar diante de Pi-Hahirote, entre Migdol e o mar", isto é, a mudar sua rota de leste para o sul rigoroso. O Senhor assumiu então a direção de sua marcha na coluna de nuvem durante o dia e de fogo durante a noite. Foram então conduzidos ao longo da margem oeste do Mar Vermelho até chegarem a um amplo local de acampamento "diante de Pi-Hahirote", a cerca de 40 milhas de Etã. Esta distância a partir de Etã pode ter levado três dias para ser percorrida, pois o número de locais de acampamento não indica, de modo algum, o número de dias gastos na jornada: por exemplo, levou um mês inteiro para viajar de Ramsés ao deserto de Sim (Êx 16:1), embora se faça referência a apenas seis locais de acampamento durante todo esse tempo. O local exato de seu acampamento antes de cruzarem o Mar Vermelho não pode ser determinado. Provavelmente ficava em algum lugar próximo ao atual local de Suez....
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