Ocultos, espúrios, o nome dado a certos livros antigos que
encontraram lugar nas versões LXX e Vulgata Latina do Antigo
Testamento, e foram anexados a todas as grandes traduções feitas
a partir delas no século XVI, mas que não possuem fundamento para
serem considerados, em qualquer sentido, partes da Palavra inspirada.
(1.) Eles não são citados sequer uma vez pelos escritores do Novo
Testamento, que frequentemente citam a LXX. Nosso Senhor e seus
apóstolos confirmaram, por sua autoridade, o cânon judaico comum,
que era em todos os aspectos o mesmo que possuímos agora.
(2.) Estes livros não foram escritos em hebraico, mas em grego, e
durante o "período de silêncio", a partir do tempo de Malaquias,
após o qual oráculos e revelações diretas de Deus cessaram até a
era cristã.
(3.) O conteúdo dos próprios livros mostra que eles não faziam
parte das Escrituras. Os Apócrifos do Antigo Testamento consistem em
quatorze livros, dos quais os principais são os Livros dos
Macabeus (q.v.), os Livros de Esdras, o Livro da Sabedoria, o
Livro de Baruque, o Livro de Ester, Eclesiástico, Tobias,
Judite, etc.
Os Apócrifos do Novo Testamento consistem em uma literatura
vastíssima, que apresenta evidências claras de sua origem não
apostólica, e é totalmente indigna de consideração.