(Heb. nahash; Gr. ophis), frequentemente mencionada nas Escrituras. Mais
de quarenta espécies são encontradas na Síria e na Arábia. O caráter
venenoso da serpente é aludido na bênção de Jacó sobre Dã (Gên. 49:17; ver Prov. 30:18, 19; Tg 3:7; Jer. 8:17).
(Ver VÍBORA.)
Esta palavra é usada simbolicamente para um inimigo mortal, sutil e malicioso
(Lc 10:19).
A serpente é mencionada primeiramente em conexão com a história da tentação e queda de nossos primeiros pais (Gên. 3). Observou-se adequadamente a respeito desta tentação: "Uma serpente real foi o agente da tentação, como fica evidente pelo que é dito sobre a característica natural da serpente no primeiro versículo do capítulo (3:1), e pela maldição pronunciada sobre o próprio animal. Mas que Satanás foi o tentador real, e que ele usou a serpente meramente como seu instrumento, é evidente (1) pela natureza da transação; pois embora a serpente possa ser a mais astuta de todas as bestas do campo, ela não possui as altas faculdades intelectuais que o tentador aqui demonstrou. (2.) No Novo Testamento, é tanto afirmado diretamente quanto assumido de várias formas que Satanás seduziu nossos primeiros pais ao pecado (João 8:44; Rom. 16:20; 2 Cor. 11:3, 14; Apoc. 12:9; 20:2)." Hodge's System. Theol., ii. 127.