(1.) Prova; o ato de ser colocado à prova. Assim, Deus "tentou [Gên. 22:1; R.V., provou] Abraão"; e diz-se que as aflições tentam, isto é, provam, os homens (Tiago 1:2, 12; cf. Deut. 8:2), colocando sua fé e paciência à prova. (2.) Ordinariamente, porém, a palavra significa a solicitação para aquilo que é mau e, por isso, Satanás é chamado de "o tentador" (Mt 4:3). Nosso Senhor foi, desta maneira, tentado no deserto. Essa tentação não foi interna, mas por um ser real, ativo e sutil. Não foi buscada por ele mesmo. Foi submetida como um ato de obediência de sua parte. "Cristo foi conduzido, impelido. Uma força pessoal invisível o levou; certa violência está implícita nas palavras" (Mt 4:1-11).
Supõe-se, geralmente, que o cenário da tentação de nosso Senhor tenha sido o monte de Quarantania (q.v.), "uma parede de rocha alta e íngreme, a 1.200 ou 1.500 pés acima da planície a oeste do Jordão, perto de Jericó".
A tentação é comum a todos (Dn 12:10; Zc 13:9; Sl 66:10; Lc 22:31, 40; Hb 11:17; Tg 1:12; 1 Pe 1:7; 4:12). Lemos sobre a tentação de José (Gên 39), de Davi (2 Sm 24; 1 Cr 21), de Ezequias (2 Cr 32:31), de Daniel (Dn 6), etc. Enquanto estivermos neste mundo, estaremos expostos a tentações e precisamos estar sempre vigilantes contra elas.