(Lev. 16:8, 10, 26, apenas na Versão Revisada; traduzido como
"bode expiatório" na Versão Autorizada). Esta palavra deu
origem a diversas visões. Alguns intérpretes judeus a consideram
como o nome de um lugar a cerca de 12 milhas a leste de Jerusalém, no
deserto. Outros a tomam como o nome de um espírito maligno, ou
mesmo de Satanás. Mas quando lembramos que os dois bodes juntos
formam um tipo de Cristo, sobre quem o Senhor "lançou a iniquidade de
todos nós", e examinamos o significado da raiz desta palavra (a saber,
"separação"), a interpretação daqueles que consideram um bode como
representando a expiação realizada, e o outro, aquele "para Azazel",
como representando o efeito da grande obra de expiação (a saber, a
remoção completa do pecado), é certamente a preferível. O bode que
era "para Jeová" foi oferecido como uma oferta pelo pecado, pela qual
a expiação foi feita. Mas os pecados também deveriam ser visivelmente
banidos e, portanto, foram simbolicamente depositados, por meio de
confissão, sobre o outro bode, que foi então "enviado para Azazel" no
deserto. A forma desta palavra indica intensidade e, portanto,
significa a separação total do pecado: ele foi inteiramente levado
embora. Era importante que o resultado dos sacrifícios oferecidos
apenas pelo sumo sacerdote no santuário fosse materializado em uma
transação visível, e daí a expulsão do "bode expiatório". Não tinha
importância o que acontecesse com ele, pois todo o sentido da
transação residia no fato de ser enviado ao deserto levando consigo
o pecado. Assim como o bode "para Jeová" deveria testemunhar o
demérito do pecado e a necessidade do sangue da expiação, assim o
bode "para Azazel" deveria testemunhar a eficácia do sacrifício e o