Lv 16:8-26; R.V., "o bode para Azazel" (q.v.), o nome dado ao bode que era levado para o deserto no dia da Expiação (16:20-22). O sacerdote fazia a expiação sobre o bode expiatório, depositando sobre ele a culpa de Israel, e então o enviava embora, levando o bode "sobre si todas as suas iniquidades para uma terra não habitada".
Em um período posterior, uma evasão ou modificação da lei de Moisés foi introduzida pelos judeus. "O bode era conduzido a uma montanha chamada Tzuk, situada a uma distância de dez jornadas de sábado, ou cerca de seis milhas e meia inglesas, de Jerusalém. Neste lugar, supunha-se que o deserto da Judeia começasse; e o homem sob cujos cuidados o bode era enviado, ao libertá-lo, era instruído a empurrar a infeliz besta encosta abaixo da montanha, que era tão íngreme a ponto de assegurar a morte do bode, cujos ossos eram quebrados pela queda. A razão deste costume bárbaro era que, em certa ocasião, o bode expiatório retornou a Jerusalém após ser libertado, o que foi considerado um presságio tão maligno que sua recorrência foi evitada no futuro por meio da morte do bode" (Twenty-one Years' Work in the Holy Land). Esta montanha é agora chamada de el-Muntar.