Foi escrita por Paulo em Roma durante sua primeira prisão ali
(Atos 28:16, 30), provavelmente na primavera do ano 57 d.C., ou, como alguns
pensam, 62, e logo após ter escrito sua Epístola aos
Efésios. Como algumas de suas outras epístolas (ex: as aos
Coríntios), esta parece ter sido escrita em consequência de
informações que lhe haviam sido transmitidas, de alguma forma, sobre o
estado interno da igreja local (Col. 1:4-8). Seu objetivo era
contrapor-se a falsos ensinos. Grande parte dela é direcionada
contra certos especuladores que tentavam combinar as
doutrinas do misticismo e do ascetismo orientais com o
cristianismo, prometendo, assim, aos discípulos o usufruto de uma
vida espiritual superior e uma compreensão mais profunda do mundo dos
espíritos. Paulo argumenta contra tal ensino, mostrando que em
Cristo Jesus eles tinham todas as coisas. Ele expõe a majestade de
sua redenção. A menção à "lua nova" e aos "dias de sábado"
(2:16) mostra também que havia ali mestres judaizantes que
buscavam afastar os discípulos da simplicidade do
Como a maioria das epístolas de Paulo, esta consiste em duas partes, uma
doutrinária e outra prática.
(1.) A parte doutrinária compreende os dois primeiros capítulos. Seu tema principal é desenvolvido no capítulo 2. Ele os adverte contra serem afastados Daquele em quem habitava toda a plenitude da Divindade, e que era a cabeça de todos os poderes espirituais. Cristo era a cabeça do corpo do qual eles eram membros; e, se estivessem verdadeiramente unidos a Ele, do que mais precisariam?
(2.) A parte prática da epístola (3-4) impõe diversos deveres que fluem naturalmente das doutrinas expostas. Eles são exortados a pensar nas coisas que são de cima (3:1-4), a mortificar todo princípio maligno de sua natureza e a revestir-se do novo homem (3:5-14). Muitos deveres específicos da vida cristã também são enfatizados como a evidência apropriada do caráter cristão. Tíquico foi o portador da carta, assim como também foi daquela aos Efésios e a Filemom, e ele lhes contaria sobre o estado do apóstolo (4:7-9). Após saudações amistosas (10-14), ele lhes pede que troquem esta carta por aquela que ele enviara à igreja vizinha de Laodiceia. Ele então encerra esta breve, porém impactante epístola, com sua habitual saudação autógrafa. Há uma semelhança notável entre esta epístola e a dirigida aos Efésios (q.v.). A autenticidade desta epístola não foi posta em questão.