Uma cidade grega, no istmo que une o Peloponeso ao continente da Grécia. Fica a cerca de 48 milhas a oeste de Atenas. A cidade antiga foi destruída pelos romanos (146 a.C.), e a mencionada no Novo Testamento era uma cidade bastante nova, tendo sido reconstruída cerca de um século depois e povoada por uma colônia de libertos de Roma. Tornou-se, sob os romanos, a sede do governo da Grécia Meridional ou Acaia (Atos 18:12-16). Era notória por sua riqueza e pelos hábitos luxuosos, imorais e viciosos de seu povo. Possuía uma grande população mista de romanos, gregos e judeus. Quando Paulo visitou a cidade pela primeira vez (51 ou 52 d.C.), Gálio, irmão de Sêneca, era o procônsul. Aqui Paulo residiu por dezoito meses (18:1-18). Aqui ele conheceu Áquila e Priscila e, logo após sua partida, Apolo veio para lá, vindo de Éfeso. Após um intervalo, ele a visitou pela segunda vez e permaneceu por três meses (20:3). Durante esta segunda visita, foi escrita sua Epístola aos Romanos (provavelmente 55 d.C.). Embora houvesse muitos convertidos judeus em Corinto, o elemento gentio prevalecia na igreja local.
Alguns argumentaram, com base em 2 Cor. 12:14; 13:1, que Paulo visitou Corinto por uma terceira vez (isto é, que em alguma ocasião não registrada ele visitou a cidade entre o que são usualmente chamadas de primeira e segunda visitas). Mas as passagens referidas indicam apenas a intenção de Paulo de visitar Corinto (cf. 1 Cor. 16:5, onde o tempo presente do grego denota uma intenção), uma intenção que foi, de alguma forma, frustrada. Dificilmente podemos supor que tal visita pudesse ter sido feita pelo apóstolo sem uma referência mais clara a ela.