(Heb. ain; isto é, "olho" da água do deserto), uma fonte natural de
água viva. A Palestina era uma "terra de ribeiros de águas, de
fontes e de profundezas que brotam de vales e colinas"
(Deut. 8:7; 11:11).
Estas fontes, "olhos" brilhantes e cintilantes do deserto, são notáveis por sua abundância e beleza, especialmente a oeste do Jordão. Todos os rios e riachos perenes do país são alimentados por fontes e dependem comparativamente pouco de águas superficiais. "A Palestina é um país de montanhas e colinas, e abunda em fontes de água. O murmúrio dessas águas é ouvido em cada vale, e a folhagem luxuriante que as rodeia é vista em cada planície." Além da água da chuva, de suas cisternas e fontes, Jerusalém possuía também um suprimento abundante de água no magnífico reservatório chamado "Piscinas de Salomão" (q.v.), na cabeceira do vale de Urtas, de onde a água era conduzida à cidade por canais subterrâneos de cerca de 10 milhas de extensão. Estes foram todos destruídos há muito tempo, de modo que nenhuma água das "Piscinas" chega agora a Jerusalém. Apenas uma fonte foi descoberta em Jerusalém, a chamada "Fonte da Virgem", no vale de Cedrom; e apenas um poço (Heb. *beer*), o Bir Eyub, também no vale de Cedrom, ao sul dos Jardins do Rei, que foi escavado na rocha sólida. Os habitantes de Jerusalém dependem agora principalmente das chuvas de inverno, que armazenam em cisternas. (Veja POÇO.)