A antiga metrópole do Baixo Egito, assim chamada em razão de seu
fundador, Alexandre, o Grande (cerca de 333 a.C.). Foi, por um longo
período, a maior das cidades existentes, pois tanto Nínive quanto a
Babilônia haviam sido destruídas, e Roma ainda não havia ascendido à
grandeza. Foi a residência dos reis do Egito por 200 anos. Não é
mencionada no Antigo Testamento, e apenas incidentalmente no Novo.
Apolo, eloquente e poderoso nas Escrituras, era natural desta cidade
(Atos 18:24). Muitos judeus de Alexandria estavam em Jerusalém, onde
possuíam uma sinagoga (Atos 6:9), na época do martírio de Estêvão.
Diz-se que, em certa época, até 10.000 judeus residiam nesta cidade.
Possuía uma famosa biblioteca de 700.000 volumes, que foi incendiada
pelos sarracenos (642 d.C.). Foi aqui que a Bíblia Hebraica foi
traduzida para o grego. Esta é chamada de versão Septuaginta, devido
à tradição de que setenta homens eruditos estiveram engajados em sua
execução. Não foi, contudo, toda traduzida de uma só vez. Foi
iniciada em 280 a.C. e concluída por volta de 200 ou 150 a.C. (Veja
VERSÃO.)