Ungido, a tradução grega da palavra hebraica vertida como "Messias" (q.v.), o título oficial de nosso Senhor, ocorrendo quinhentas e quatorze vezes no Novo Testamento. Denota que ele foi ungido ou consagrado para sua grande obra redentora como Profeta, Sacerdote e Rei de seu povo. Ele é Jesus o Cristo (Atos 17:3; 18:5; Mt 22:42), o Ungido. Dele se fala assim por Isaías (61:1) e por Daniel (9:24-26), que o denomina "Messias, o Príncipe".
O Messias é a mesma pessoa que "a semente da mulher" (Gên. 3:15), "a semente de Abraão" (Gên. 22:18), o "Profeta semelhante a Moisés" (Deut. 18:15), "o sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque" (Sl. 110:4), "a vara do tronco de Jessé" (Is. 11:1, 10), o "Emanuel", o filho da virgem (Is. 7:14), "o renovo de Jeová" (Is. 4:2) e "o mensageiro da aliança" (Mal. 3:1). Este é aquele "de quem Moisés na lei e nos profetas escreveu". A Escritura do Antigo Testamento está repleta de declarações proféticas a respeito do Grande Libertador e da obra que ele deveria realizar. Jesus o Cristo é Jesus o Grande Libertador, o Ungido, o Salvador dos homens. Este nome denota que Jesus foi divinamente designado, comissionado e credenciado como o Salvador dos homens (Heb. 5:4; Is. 11:2-4; 49:6; João 5:37; Atos 2:22).
Crer que "Jesus é o Cristo" é crer que ele é o Ungido, o Messias dos profetas, o Salvador enviado por Deus, que ele era, em suma, aquilo que afirmava ser. Isto é crer no evangelho, pela fé da qual somente os homens podem ser conduzidos a Deus. Que Jesus é o Cristo é o testemunho de Deus, e a fé nisto constitui um cristão (1 Cor. 12:3; 1 João 5:1).