(1.) O autor foi Tiago, o Menor, irmão do Senhor, um dos
doze apóstolos. Ele foi um dos três pilares da
Igreja (Gál. 2:9).
(2.) Foi endereçada aos judeus da dispersão, "as doze
tribos dispersas".
(3.) O local e a época da redação da epístola foram
Jerusalém, onde Tiago residia, e, a partir de evidências
internas, o período entre as duas prisões de Paulo em Roma,
provavelmente por volta de 62 d.C.
(4.) O objetivo do escritor era reforçar os deveres práticos da vida cristã. "Os vícios judaicos contra os quais ele os adverte são: o formalismo, que fazia com que o serviço a Deus consistisse em lavagens e cerimônias externas, ao passo que ele os lembra (1:27) que este consiste, antes, em amor ativo e pureza; o fanatismo, que, sob o manto do zelo religioso, estava despedaçando Jerusalém (1:20); o fatalismo, que lançava seus pecados sobre Deus (1:13); a mesquinhez, que se acovardava diante dos ricos (2:2); a falsidade, que fizera de palavras e juramentos meros brinquedos (3:2-12); o partidarismo (3:14); a maledicência (4:11); a jactância (4:16); a opressão (5:4). A grande lição que ele lhes ensina como cristãos é a paciência: paciência na provação (1:2), paciência nas boas obras (1:22-25), paciência sob provocação (3:17), paciência sob opressão (5:7), paciência sob perseguição (5:10); e o fundamento de sua paciência é que a vinda do Senhor se aproxima, a qual irá corrigir toda injustiça (5:8)."
"Justificação pelas obras", a qual Tiago defende, é a justificação diante do homem, a justificação de nossa profissão de fé por meio de uma vida coerente. Paulo defende a doutrina da "justificação pela fé"; mas esta é a justificação diante de Deus, o ser considerado e aceito como justo em virtude da justiça de Cristo, a qual é recebida pela fé.