A primeira grande perseguição por opinião religiosa de que tenhamos registro foi aquela que eclodiu contra os adoradores de Deus entre os judeus nos dias de Acabe, quando esse rei, por instigação de sua esposa Jezabel, "mulher na qual, com os hábitos imprudentes e licenciosos de uma rainha oriental, estavam unidas as qualidades mais ferozes e severas inerentes à antiga raça semita", buscou da maneira mais implacável extirpar a adoração a Jeová e substituir em seu lugar a adoração a Astarte e Baal. O exemplo de Acabe a esse respeito foi seguido por Manassés, que "derramou muito sangue inocente, até que encheu Jerusalém de uma extremidade à outra" (2 Reis 21:16; comp. 24:4). Em todas as eras, de uma forma ou de outra, o povo de Deus teve que sofrer perseguição. Em sua história primitiva, a igreja cristã passou por muitas perseguições sangrentas. Dos séculos subsequentes, em nossa própria terra e em outras terras, o mesmo triste registro pode ser feito.
Aos cristãos é proibido buscar a propagação do evangelho pela força (Mt 7:1; Lc 9:54-56; Rm 14:4; Tg 4:11, 12). As palavras do Sl 7:13, "Ele prepara suas flechas contra os perseguidores", deveriam ser, antes, como na Versão Revisada, "Ele faz de suas flechas [hastes] de fogo".