O único jejum exigido pela lei de Moisés foi o do grande
Dia da Expiação (q.v.), Lev. 23:26-32. É chamado de "o jejum"
(Atos 27:9).
A única outra menção a um jejum periódico no Antigo Testamento está em Zac. 7:1-7; 8:19, de onde depreende-se que, durante o seu cativeiro, os judeus observavam quatro jejuns anuais.
(1.) O jejum do quarto mês, observado no décimo sétimo dia de Tamuz, aniversário da captura de Jerusalém pelos caldeus; para comemorar também o incidente registrado em Êx 32:19. (Comp. Jr 52:6, 7.)
(2.) O jejum do quinto mês, observado no nono de Ab (comp. Nm 14:27), para comemorar o incêndio da cidade e do templo (Jr 52:12, 13).
(3.) O jejum do sétimo mês, observado no terceiro de Tisri (comp. 2 Reis 25), aniversário do assassinato de Gedalias (Jr 41:1, 2).
(4.) O jejum do décimo mês (comp. Jr 52:4; Ez 33:21; 2 Reis 25:1), para comemorar o início do cerco da cidade santa por Nabucodonosor.
Além destes, houve o jejum instituído por Ester (4:16).
Jejuns nacionais públicos em razão do pecado ou para suplicar o favor divino eram ocasionalmente realizados. (1.) 1 Sm 7:6; (2.) 2 Cr 20:3; (3.) Jr 36:6-10; (4.) Ne 9:1.
Havia também jejuns locais. (1.) Jz 20:26; (2.) 2 Sm 1:12; (3.) 1 Sm 31:13; (4.) 1 Reis 21:9-12; (5.) Esdras 8:21-23; (6.) Jonas 3:5-9.
Há muitos casos de jejum ocasional privado (1 Sm. 1:7; 20:34; 2 Sm. 3:35; 12:16; 1 Reis 21:27; Esdras 10:6; Ne. 1:4; Dn. 10:2, 3). Moisés jejuou quarenta dias (Êx. 24:18; 34:28), e assim também fez Elias (1 Reis 19:8). Nosso Senhor jejuou quarenta dias no deserto (Mt. 4:2).
Com o passar do tempo, a prática do jejum foi lamentavelmente abusada (Is. 58:4; Jr. 14:12; Zc. 7:5). Nosso Senhor repreendeu os fariseus por suas pretensões hipócritas no jejum (Mt. 6:16). Ele mesmo não instituiu nenhum jejum. Os primeiros cristãos, porém, observavam os jejuns ordinários de acordo com a lei de seus pais (Atos 13:3; 14:23; 2 Cor. 6:5).
Gordura (Heb. *heleb*) denota a parte mais rica do animal, ou os mais gordos do rebanho, no relato do sacrifício de Abel (Gn. 4:4). Às vezes denota o melhor de qualquer produção (Gn. 45:18; Nm. 18:12; Sl. 81:16; 147:47). A gordura dos sacrifícios deveria ser queimada (Lv. 3:9-11; 4:8; 7:3; 8:25; Nm. 18:17. Comp. Êx. 29:13-22; Lv. 3:3-5).
É usada figuradamente para um estado mental embotado, estúpido (Sl. 17:10).
Em Joel 2:24, a palavra é equivalente a "tina", um vaso. A palavra hebraica aqui assim traduzida é, em outros lugares, traduzida como "tina de vinho" e "tina de prensa" (Ag. 2:16; Is. 63:2).