Um "golpe" de aflição, ou doença. Enviada como um castigo divino (Núm. 11:33; 14:37; 16:46-49; 2 Sm. 24:21). Aflições ou doenças dolorosas (Lv. 13:3, 5, 30; 1 Reis 8:37), ou calamidade severa (Mc 5:29; Lc 7:21), ou o juízo de Deus, assim chamada (Êx. 9:14). As pragas do Egito foram dez em número.
(1.) O rio Nilo foi transformado em sangue, e os peixes morreram, e o rio cheirou mal, de modo que os egípcios sentiram aversão em beber do rio (Êx. 7:14-25).
(2.) A praga das rãs (Êx. 8:1-15).
(3.) A praga dos piolhos (Heb. *kinnim*, propriamente mosquitos ou borrachudos; cf. Sl. 78:45; 105:31), "do pó da terra" (Êx. 8:16-19).
(4.) A praga das moscas (Heb. *arob*, traduzido pela LXX como mosca-dos-estábulos), Êx. 8:21-24.
(5.) A peste bovina (Êx. 9:1-7), ou pestilência epidêmica que dizimou vastos números de gado no campo. Foi dado aviso de sua chegada.
(6.) A sexta praga, de "úlceras e tumores", como a terceira, foi enviada sem aviso (Êx. 9:8-12). É chamada (Dt. 28:27) de "a sarna do Egito", A.V.; mas na R.V., "a úlcera do Egito". "Os magos não puderam resistir diante de Moisés" por causa dela.
(7.) A praga do granizo, com fogo e trovões (Êx. 9:13-33). Foi dado aviso de sua chegada. (Cf. Sl. 18:13; 105:32, 33).
(8.) A praga dos gafanhotos, que cobriu toda a face da terra, de modo que a terra ficou escurecida por eles (Êx 10:12-15). O nome hebraico deste inseto, *arbeh*, aponta para o caráter "multitudinário" desta visitação. Foi dado um aviso antes que esta praga viesse.
(9.) Após um curto intervalo, a praga das trevas sucedeu a dos gafanhotos; e ela veio sem qualquer aviso especial (Êx 10:21-29). As trevas cobriram "toda a terra do Egito" a tal ponto que "não viam uns aos outros". Não se estenderam, porém, à terra de Gósen.
(10.) A última e mais terrível destas pragas foi a morte dos primogênitos de homens e de animais (Êx 11:4, 5; 12:29, 30). O momento exato da visitação foi anunciado, "por volta da meia-noite", o que acrescentaria ao horror da aflição. Sua extensão também é especificada, desde o primogênito do rei até o primogênito do escravo mais humilde, e todos os primogênitos dos animais. Mas desta praga os hebreus foram completamente isentos. O Senhor "fez distinção" entre eles e os egípcios. (Veja PÁSCOA.)