O nome dado aos novos e mistos habitantes que Essarhaddon (677 a.C.), o rei da Assíria, trouxe de Babilônia e de outros lugares e assentou nas cidades de Samaria, em substituição aos habitantes originais que Sargão (721 a.C.) havia removido para o cativeiro (2 Reis 17:24; comp. Esdras 4:2, 9, 10). Estes estrangeiros (comp. Lucas 17:18) amalgamaram-se com os judeus que ainda permaneciam na terra e, gradualmente, abandonaram sua antiga idolatria e adotaram parcialmente a religião judaica.
Após o retorno do Cativeiro, os judeus em Jerusalém recusaram-se a permitir que eles participassem com eles da reconstrução do templo, e daí surgiu uma inimizade aberta entre eles. Eles ergueram um templo rival no Monte Gerizim, o qual, no entanto, foi destruído por um rei judeu (130 a.C.). Eles então construíram outro em Siquém. A amarga inimizade entre os judeus e os samaritanos continuou no tempo de nosso Senhor: os judeus "não tinham trato com os samaritanos" (João 4:9; comp. Lucas 9:52, 53). Nosso Senhor foi, com desprezo, chamado de "um samaritano" (João 8:48). Muitos dos samaritanos abraçaram cedo o evangelho (João 4:5-42; Atos 8:25; 9:31; 15:3). Destes samaritanos ainda resta uma pequena população de cerca de cento e sessenta, que residem todos em Siquém, onde observam cuidadosamente os costumes religiosos de seus pais. Eles são a "menor e mais antiga seita do mundo".